Neologismo

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CLODOVIL-02.jpg Má, cómó fícóú bóm prá cárálhó! Méú ámô!
Póde párécé qúé ésté ártégó fóí éscrító pó álgúém qúé náó fálá Pórtúgáís. Pórémmm, ócórrré qúé é dé própósétó, cóm fénálédádé hómórístícá. Próféssó Pásqúálé ágrádécé pélá ménçáó!


Boimate, um neologismo incrível dos anos 1970 que também virou uma lenda urbana, mesmo existindo de verdade (pelo menos foi o que a revista Veja disse).

Neologismo é uma figura de linguagem e um fenômeno constante no universo da linguística e da filologia, já que consiste em formação e criação de novas espécies e raças de palavras, um processo que pode ser facilmente contestável como puro e simples analfabetismo que incapacita o ser humano de falar direito e aí inventar umas porras tipo a palavra menas, que não existe como português correto. Porém há linguistas que consideram válido o processo, ainda que gere anomalias absurdas e praticamente infaláveis, como o "vc".

O neologismo semântico[editar]

Versão alternativa e mais "plagiadora" do neologismo, consiste basicamente em reaproveitar uma palavra que já existe e enfiar um significado novo pra ela. Por incrível que pareça é algo mais fácil do que você imagina. Um exemplo fácil é a palavra caralho, que originalmente era referente a uma cesta enorme que ficava nos mastros de navios e caravelas dos portugas, mas que provavelmente serem muito usados de maneira equivocada para dublês de Custer's Revenge com as índias do Brasil, foi aos poucos virando sinônimo para piroca grossa e veiuda. Aposteriori caralho também virou uma coisa muito boa até demais da conta...

Cquote1.svg A bundinha da tua irmã é do caralho! Cquote2.svg
Eu sobre tua irmã

Ou para algo desgraçadamente ruim pacas...

Cquote1.svg Na moralzinha, Itaipava é ruim para caralho! Cquote2.svg
Eu sobre cerveja de gosto duvidoso

Isso também pode ser encontrado em outras tantas palavras que com o tempo foram ganhando significados diversos ou perdendo praticamente o significado original, tipo "computador", que originalmente era só um nome para umas calculadoras grotescas como a máquina analítica, Z1, Harvard Mark I e ENIAC (ver mais disso em história da computação), mas que a muito tempo até geladeiras tão virando computadores, sem ter mais a menor função básica de fato de calcular qualquer merda que seja, e sim jogar Free Fire e Fall Guys, ou acessar o Xvídeos nosso de cada dia.

Outros tipos[editar]

  • Fonológico: Quando inventam variações doidas e mobrais em palavras. Ex: Aluguér, para aluguel;
  • Sintático: Basicamente é quando enfiam prefixos e/ou sufixos nas palavras, dando origem a expressões maiores, tipo "filhodaputamente";
  • Por empréstimo: Quando pegam uma palavra estrangeira para dar a ela nova vida em português, tipo "vou skippar" ou "nerfou meu personagem", dentre outras mais comuns entre jogadores de joguinhos online que adoram enfiar essas porras no seu vocábulo.

Como executar um neologismo?[editar]

Não chega a ser nada difícil. Tipo, se eu quiser falar que existem lugares que só nascem pessoas filhas da puta, eu chamaria de filhodaputeiro. Ou se eu quiser falar de algo que eu fiz enquanto você lia esse artigo, eu falaria a expressão substantiva seguinte: comocudeleitor.

O difícil mesmo é essas novas palavras serem popularizadas, principalmente quando são frutos de pura lacração, como a linguagem neutra de gêneros gramaticais, que criou um monte de anomalias verbais; ou quando são fruto de gente que deve ter vindo de Greenville de A Indomada e mistura inglês com português, ficando uma putaria sem tamanho para um caralho (olha eu usando o neologismo semântico aqui!), tipo "pixei" para dizer que passou um pix para alguém, ou "nudezar" para dizer que mandou uma foto da rola torta e suja para a namorada.

Ver também[editar]