Jean-Bédel Bokassa

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Imperador Bokassa decepcionado com a falta de reverência de seus súditos. Ele depois os comeu com sazón e pimenta-do-reino

Cquote1.svg Gostei de você, vou te jogar aos crocodilos por último Cquote2.svg
Bokassa sobre seus súditos

Jean-Bédel Bokassa, ou mesmo Marechal Bokassa, Benfeitor Bokassa, São Bokassa, Imperador Bokassa e outros nomes, foi sem dúvidas o monarca mais magnânimo da África... atrás apenas de Mansa Musa, Elizabeth II, Mswati III, Letsie e vários mais.

Um firme integrante da panelinha de ditadores malucos sanguinários que queimaram o filme do continente dos anos 70 pra cá, mas, esses outros nunca foram além e gastaram 1/3 do PIB nacional numa cerimônia de coroação. Uns covardes!!

Juventude[editar]

Bokassa, desde pequeno, já se achava o aristocrata

Deus presenteou o mundo com o glorioso Boketassa em 1921, em Bobangui, uma versão pirata da capital centro-africana Bangui, filho de um desses chefes tribais que comem todas as mulheres do vilarejo e têm no mínimo uns 12 filhos. E falando no chefe, um dia Bokassa pai resolveu que não iria mais trabalhar praquele bando de francês folgado e, de maneira civilizada e iluminista, foi espancado até a morte pelos ulalá.

Cquote1.svg Legal essa presidência da república. Seria uma pena se alguém a usurpasse... Cquote2.svg

Em qualquer outro guri que se preze, isso geraria um ódio anticolonial que o levaria a pegar em armas contra os imperialistas malvadões, mas Bokassa tinha uns parafusos a menos e desse episódio saiu um complexo de inferioridade imenso, que resultou numa idolatria por tudo relacionado à França. Vai entender.

Órfão, anão e sacaneado pelos colegas de escola, Bokassa resolveu tentar ser alguém na vida entrando no exército francês. Na época o que tava rolando era a Segunda Guerra Mundial e como dos negros que alistaram para ser bucha de canhão dos branquelos ele era o mais empolgado, subiu rápido nas patentes.

Depois de uma passagem pela Indochina onde fez 15 filhos com as vietnamitas, foi convidado a liderar o exército da República Centro-Africana por ser o único com qualquer noção ali, mas claro que isso não iria durar muito.

No poder[editar]

Presidente Bokassa[editar]

Porém tensões logo surgiram entre Bokassa e seu presidente e primo (na África Central todos são parentes, pois todos descendem do mesmo chefe tribal comedor), David Dako, defensor da industrialização com fábricas de seu fogão preferido Dako, enquanto que Bokassa preferia Brastemp.

Como qualquer rusga lá é motivo para golpes de estado, Col. Bokassa juntou seu exército de 500 coitados subnutridos e tomou a capital Bangui, mas nem precisou essa mobilização toda pois Dacko nem estava lá, então só entrar no palácio e tomar de uma vez por todas.

Idi Amin e Bokassa, qual o déspota africano mais ridículo?

Assim como todo ditador absoluto africano, Jean-Bédel concentrou poderes extraordinários em suas mãos e começou um reinado de terror silenciando a oposição, com mortes extrajudiciais, torturas, estupros e mutilações virando rotina. Ou seja, a vida na República Centro-Africana piorou 1% do que já era antes.

Imperador Bokassa[editar]

Cquote1.svg Puta merda, no que eu fui me meter?? Cquote2.svg
Catherine, Imperatriz da África Central

Porém só a presidência não satisfez Bokassa. Tinha chegado ao poder, mas era o poder de um minipaís florestão na África Central que tiveram que colocar a direção no nome para alguém saber onde fica. Ele tinha mais ambições, e queria que o país sobressaísse no mapa africano e mundial.

Como seu maior ídolo e personagem preferido do Super Smash Bros. era Napoleão ele pensou, "se eu transformar meu país num império e desperdiçar fundos com uma coroação tosca igual ele, talvez minha pátria seja grande".

Só esqueceu-se que Napoleão era um gênio político e militar e a França uma nação influentíssima, enquanto Bokassa era só um retardado de farda no trono de um subpaís falido, a lógica não existe na República Centro-Africana.

E com patrocínio da dita-cuja, que não queria perder as doces reservas de urânio da ex-colônia por ter dito não para um total maluco, a 4 de dezembro de 1977 nascia o Império Centro-Africano, com uma cerimônia completamente ridícula onde fortunas foram gastas com todo tipo de inutilidade. Por exemplo, um trono de ouro em formato de águia-portal de Super Mario Bros. 2 que custou uns 2 milhões de dólares (imagina em francos), só com esse valor dava pra comprar metade da África Central e claro, para isso um monte de criança teve que passar fome para bancar o estapafúrdio.

Bokassa depois de velho também virou crente, na tentativa de apagar as cagadas feitas.

Queda de Bokassa[editar]

Não, não é o Morgan Freeman.

Só que uma vez coroado, faltou um detalhe que Napo tinha e Bokassa não, o carisma e respeito dos súditos. E quando um grupo de crianças fez um protesto estudantil mandando o imperador tomar no cu, ele não titubeou e mandou abrir fogo nos pirralhos, como qualquer ditador burro faria.

Foi a gota d'água pros croissant doidos por um pretexto para acabar com aquela palhaçada. Meros um ano e meio depois, o Império Centro-Africano acabou tão vergonhalheiamente quanto começou, com os malditos franceses mandando uma meia dúzia de paraquedistas que foram o suficiente para tomar Bangui e humilhar o imperador Bokassa.

Com a república restaurada, voltou o presidente Dako e com ele a rotina de miséria, doenças e golpes de estado na República Centro-Africana. Dako logo foi deposto por André Kolingba, que foi deposto por Ange-Félix Patassé, que foi deposto por François Bozizé e assim sucessivamente até hoje.

Precedido por
Dako é Bom
Brasao da Republica Centro-Africana.png
Presidente da República Centro-Africana
Imperador da África Central

19661979
Sucedido por
Dako é Bom (de novo)