Eterna promessa

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Barrichello Criyng.jpg Eterna promessa é um(a) PERDEDOR(A)

E não adianta chorar, sempre vai se foder bonito.

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Kerlon, com o seu "drible da foquinha" e potencial enorme no FIFA 07, os cruzeirenses achavam que ele iria vingar. Acabou indo parar no Miami Dade (existe isso?), e nem lá conseguiu jogar.

Seja por ter feito quase 300 gols na base e ser uma mistura de Ronaldinho com Kaká, como o Lulinha, seja por ser considerado o novo Pelé e ser contratado por um valor irreal por uma equipe do futebol europeu sem nunca ter feito nada na carreira, apenas para na próxima temporada se transferir novamente para uma equipe minúscula, como o Freddy Adu, todos os times tem aquele jogador que promete muito, mas não cumpre nada. Temporada vai, temporada vem, e a torcida continua com a esperança de que aquele fenômeno da base finalmente deslanche, algo que nunca acontece. No fim, o destino das eternas promessas é passar por uma metamorfose e virar um jogador cigano, perambulando entre clubes pequenos e irrisórios, não conseguindo criar raízes em lugar algum.

Características[editar]

Ainda na base, sem exceções, as eternas promessas passam pelas categorias sub-15, sub-17 e sub-20 de sua seleção, quase sempre até jogando uma categoria acima da própria idade, e sendo a principal estrela da equipe, aquele cara que se destaca por sua habilidade fora de série. Assim, surgem as primeiras propostas para assinar um pré-contrato com equipes tradicionais europeias, como o Barcelona, Manchester United ou o Benfica, quando ainda estava vivo. A expectativa sobre a eterna promessa é muito grande, especialmente se ela for brasileira, pois todos acreditam que ela será a herdeira do Pelé, que irá conseguir carregar sua futura equipe nas costas.

O assédio é muito grande, porém, quando as eternas promessas sobem para o profissional, a realidade se mostra um pouco diferente da utopia imaginada. Os treinadores costumeiramente tem a preocupação de colocar as eternas promessas para jogar apenas os minutos finais das partidas, para não "queimá-las". Elas quase sempre entram com o jogo ganho, faltando uns quinze minutos para o árbitro levantar os braços. Esse seria o cenário perfeito para as eternas promessas se destacarem, sem a pressão pelo resultado, bastaria que elas demonstrassem a sua categoria e o seu potencial, algo que não acontece. Assim as partidas vão passando, e nada da eterna promessa vingar.

Keirrison, embaixador das eternas promessas, a prova viva que ainda existe bobo no futebol.

Após algumas partidas, e com o advento dos resultados ruins, a torcida começa a exigir a presença em campo da eterna promessa, que ela inicie como titular. As vezes o treinador cede a pressão, apenas para ver o seu jovem talento passar noventa minutos em campo e não conseguir fazer uma única boa jogada nem em cima de uma equipe como o Atlético Goianiense. Perplexo com o desempenho de sua eterna promessa, e desconfiando que ela realmente é uma eterna promessa, o treinador passa a usar seu atleta em mais partidas como titular, e vê que ele é dobrado tecnicamente por jogadores do América Mineiro. Sério, do América Mineiro. Assim a paciência do professor vai se esgotando, assim como a da torcida, e surgem as primeiras suspeitas de que a grande promessa da base seja, na verdade, um novo Negueba.

Após uma temporada muito abaixo do que se esperava, dependendo da competência de seu empresário, a eterna promessa pode ir parar tanto em uma equipe quanto o Real Madrid, quanto em um Santos, o maior celeiro brasileiro de eternas promessas. E nestas equipes, seu destino é fazer temporadas pífias, levando baile dos serventes de pedreiro de equipes de terceira divisão, no caso dos defensores, ou não acertando uma única jogada naquelas defesas que mais se parecem queijo suíço, característica das equipes pequenas. No fim, as eternas promessas acabam se transferindo para uma equipe pequena, para tentar encontrar o futebol perdido, que nunca existiu de verdade.

Não conseguindo sequer se firmar em equipes pequenas, as eternas promessas passam a vagar por equipes de pouca expressão, sempre alegando problemas de adaptação ou com o esquema do técnico. Após mais de dez anos não "encaixando" em lugar algum, as eternas promessas finalmente se aposentam, as vezes até antes dos trinta e cinco anos, e viram apenas mais uma vaga recordação na mente dos torcedores, lembrados não por sua habilidade, nunca demonstrada, mas sim pelo seu status de promessa que não vingou.

Futebol raiz
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