Esfera armilar

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A esfera armilar é um instrumento antigo de navegação, que só se sabe que foi usada porque na hora do desespero quando se está perdido no mar a centenas de léguas de terra firme, qualquer coisa serve, mesmo que seu propósito seja completamente desconhecido.

História[editar]

A versão chinesa se diferenciava da versão grega pelo uso de uma bola de basquete no meio. Como os gregos só descobririam tal esporte na metade do século XX, o mundo ocidental usou uma bola de tênis
Ptolomeu se perguntando como se usa essa bagaça. Por não encontrar uma resposta, desistiu e adaptou a esfera armilar para servir de gaiola pra seus passarinhos de estimação

Ninguém sabe quem foi o inventor da esfera armilar, por isso ela não vem com manual de instruções de como usar. Reza a lenda que tal instrumento foi inventado por um velho filósofo para calar a boca de um aluno que achava que a terra era plana e o céu não passava de um papel de parede pintado por seres divinos. As primeiras documentações do uso eram em chinês, o que afastou todas as tentativas de outras civilizações de usar a versão chinesa, tendo que se contentar com uma versão mal traduzida para o grego onde o sol estava no centro por causa de um erro de tradução. Esta versão foi utilizada sem mudanças significativas até que no século VII, um astrônomo persa escreveu um tratado tentando explicar o funcionamento do dispositivo, nomeado de treco cheio de anéis. Incomodado com a falta de respostas, largou o instrumento nas mãos de Maomé e disse seja o que Alá quiser. Anos depois, já na era da Reconquista, a esfera armilar foi introduzida novamente na Europa pelas mãos do Papa Silvestre II, que tentou adicionar uns canudinhos na esfera pra ver se eles apresentavam algum resultado, ou pelo menos deixassem o instrumento mais bonito ou menos propício a se desmontar.

Mais tarde, os árabes também tentaram entender o funcionamento da esfera armilar

Enquanto isso, a versão chinesa recebia melhorias como uma tradução para o coreano, ativação hidráulica, mecanismos de ativação manual e uma versão eletrônica com manual em PDF. Os últimos desenvolvimentos da versão grega se deram na Renascença, onde nasceu uma hipótese de que a bola no meio representava a Terra. Nicolau Copérnico, para não morrer queimado pela Igreja, adaptou a teoria, afirmando que a esfera representava o Sol, enquanto o significado de todo o resto continuava indefinido. Já tratada por seu nome, a esfera armilar passou a ser um elemento de decoração nas residências de nobres e poderosos da época, que eram representados perto delas porque pensavam que o instrumento era um símbolo de poder e status devido à sua grande complexidade e misteriosidade. No entanto, durante a época dos descobrimentos, a maioria dos navios portugueses tinham uma esfera armilar a bordo, não por necessidade, mas apenas por ostentação.

Composição e modo de funcionamento[editar]

Uma esfera armilar ocidental consistia de pelo menos um anel mais grosso e no mínimo dois ou três anéis menores. Os anéis podiam ser rotacionados, mas não podiam se sobrepor na versão ocidental (o que era possível na chinesa, dando origem ao que hoje chamamos de basquetebol quando um idiota quebrava o instrumento e era obrigado a montar de novo). A versão chinesa vinha com uma bola de EVA inflável no meio, podendo opcionalmente ter um compasso instalado no topo da esfera ou dois ou mais transferidores de grau colados, sendo que alguns exemplares adotavam as duas soluções simultaneamente. Algumas versões portuguesas tinham uma esfera adicional que servia para pendurar o instrumento em algum gancho para servir de lustre, luminária ou instrumento decorativo. Independentemente de seu local de fabricação, todas as partes da esfera são feitas em ouro maciço.

Ninguém nunca descobriu exatamente como tal instrumento funcionava. Como desenharam um escudo em cima da bola na bandeira de Portugal, hoje é impossível fazer qualquer leitura de tal objeto, isso se a bola do centro já não ter sido roubada. Registros escritos diziam que as esferas armilares eram sempre operadas em grupo, com uma pessoa tentando mexer e encontrar algum significado enquanto os observadores ficavam rezando e palpitando ao redor, assim como acontece com todo trabalho escolar em grupo.

Na cultura popular[editar]

  • Rezam as lendas que as esferas armilares ajudaram os portugueses nas suas descobertas marítimas, mas como todas as pessoas que sabiam operar tal dispositivo já estão mortas, não há como confirmar tal hipótese. O fato destes acontecimentos terem sido gerados por várias circunstâncias aleatórias é visto por alguns historiadores como uma prova de que a esfera armilar teria propriedades mágicas.
  • A bandeira do Império do Brasil utilizava uma esfera armilar, que foi vendida aos portugueses para pagar juros da dívida externa. Tal esfera foi introduzida na bandeira republicana portuguesa em 1910.
  • Dante Alighieri chegou a apresentar uma hipótese em que as partes superiores do anel maior representam o céu, enquanto as partes menores significam o inferno, e o anel representaria a Terra. Como ninguém além dele entendeu, Dante passou os anos seguintes escrevendo livros explicando esta teoria.
  • Como todas as coisas místicas, a esfera armilar foi adotada pela maçonaria, mas apenas o compasso, porque seu criador não tinha dinheiro suficiente para comprar uma esfera armilar completa.