Deslistas:Clichês de filmes de terror

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O cabrunco stalker que aparece do nada e fica parado atrás dos personagens, clichê clássico dos filmes de terror.

Todos sabemos que é muito mais fácil e rápido criar algo através de um modelo pré-pronto e apenas ir modelando nossa obra com base nisso do que começar algo do zero sem referência alguma. Até alguns editores da Desciclopédia sabem disso. Então seja por preguiça, seja por falta de criatividade, os cineastas dispostos a produzir um filme de terror sempre se aproveitam dos clichês de filmes de terror para xerocar obras famosas desenvolver o enredo de suas obras, o que faz com que os espectadores sintam que estão tendo um déjà vu enquanto assistem qualquer filme do gênero, tendo a certeza que já viram aquilo anteriormente. As vezes para dar uma disfarçada os cineastas fazem leves alterações no clichê, mas no fim acaba sendo quase a mesma coisa. Segue uma lista com os principais clichês dos filmes de terror, que estão presentes em todo santo filme.

Casa no meio do nada[editar]

O estilo de casa que tanto atrai os personagens de filmes de terror. Se tiver elementos macabros nos arredores e um passado cheio de mortes, melhor.

O protagonista pode ser um escritor que procura por sossego para escrever, ou um traumatizado que está querendo um pouco de paz para se reerguer, ou um jornalista que está investigando um caso misterioso, ou um maconheiro que quer passar um fim de semana com os amigos longe dos pais... enfim, todos os caminhos vão acabar levando para a casa no meio do nada, que com certeza é o elemento mais explorado em qualquer filme de terror e ninguém aguenta mais. Essa é a desculpa esfarrapada perfeita para isolar o protagonista e os seus amigos figurantes do resto do mundo, criando o cenário perfeito para o assassino fazer a festa.

Entre as variações mais comuns, a casa no meio do nada pode ser uma cabana no meio do nada, um acampamento no meio do mato, um hotel abandonado ou até uma mansão no meio do nada.

Gritar por socorro na casa no meio do nada[editar]

Marion Crane e sua gritaria em um hotel no meio do nada, o poder de suas cordas vocais não a salvou de Norman Bates.

Um clichê complementar do anterior, apesar de ter ido pra uma casa no meio do nada que fica num lugar onde não se encontra alma viva em um raio de duzentos quilômetros, ao se deparar com o vilão ou com o presunto fresco de um de seus amigos, o protagonista fica gritando desesperado por socorro, como se alguém fosse ouvir. Talvez ela esteja esperando que o Super-Homem escute com sua super audição e parta para o resgate, ou então ele acha que os bichinhos da floresta irão ajudá-lo, como nos filmes da Disney.

A gritaria e os escândalos inúteis são tão clichê, que até inventaram um termo bonitinho para definir aquelas protagonistas que ficam gritando sem parar que nem gazelas e quebram todos os copos da casa: rainha do grito. Até hoje, a campeã na arte de estourar tímpanos é Vanita Brock, com os gritos em uma oitava acima que realizou em O Massacre da Serra Elétrica 2, os quais fizeram o filme ser uma bosta ainda maior.

Porão escuro da casa no meio do nada[editar]

Apenas mais um dia normal em um porão escuro de filme de terror.

Todas as casas no meio do nada precisam obrigatoriamente ter um porão escuro e mofado, onde alguém foi ou será assassinado, esse é considerado um cômodo obrigatório, até mais do que o quarto. E apesar de quase sempre ter sido lacrado pelo dono anterior, que já sabia que dava merda entrar ali, o protagonista, por alguma razão obscura, sempre sente um tesão inexplicável de querer explorar esse lugar, achando que irá encontrar algo interessante, ainda mais quando começa a ouvir barulhos estranhos vindo de lá. Bom, se ele considerar que um espírito demoníaco antigo ou uma aberração com força sobre-humana são algo interessante, então ele está certo mesmo.

Como os antigos donos da casa no meio do nada gastaram todo o orçamento pra construir uma residência gigantesca com vários cômodos inúteis, não sobrou muito para investir no porão escuro, então eles colocaram lâmpadas do tempo da ronca lá, daquelas que vivem piscando nos piores momentos possíveis, como quando um espírito agressivo com sede de sangue está por perto.

Carro quebrado[editar]

Cquote1.svg Por que esse diabo de carro não dá partida? Sabia que era furada fazer a revisão com aquele mecânico que só queria saber de trabalhar e relaxar Cquote2.svg

Não importa se é uma Mercedes zero bala ou um Opala cheio de durepox, o carro do protagonista sempre irá dar problema e deixá-lo na mão em algum momento do filme.

Se o carro quebrar logo no começo, isso será um elemento importante do enredo, já que irá forçar o protagonista e seu grupo a ir procurar por ajuda em um posto de gasolina caindo aos pedaços ou em uma cidadezinha macabra, e esse será o ponto de partida para o início dos assassinatos. Agora, se o carro quebrar no meio do filme, significa que algum figurante está querendo fugir do vilão no veículo, e aí o carro será de grande ajuda para o assassino, já que dentro dele o personagem vai ficar encurralado, podendo ficar lá dentro e esperar a morte certa ou sair e adiantar o processo todo. E se o carro quebrar no final, significa que o próprio protagonista está querendo fugir da casa no meio do nada, e o carro dar pau neste momento significa apenas uma coisa, que o vilão está no banco traseiro, e irá matar o protagonista assim que for visto pelo retrovisor.

Enfim, em filmes de terror, depender de carros é sempre uma furada, pois eles sempre vão quebrar em algum momento, e com certeza será no pior momento possível. O único carro que nunca quebra é Christine, o Carro Assassino.

Celular sem sinal[editar]

Cquote1.svg Tomar no cu essa operadora, sinal sempre some quando preciso ligar Cquote2.svg

Aparentemente os personagens de filmes de terror só contratam os serviços da Oi, por isso o celular está sempre sem sinal quando eles precisam fazer aquela ligação importante. As vezes eles nem estão ainda na casa no meio do nada mencionada anteriormente, mesmo que estejam no meio da rodovia ou no centro de uma cidade, eles não conseguem ligar sequer para os serviços essenciais, como bombeiro, hospital ou polícia. Pra piorar, os personagens desconhecem a avançada tecnologia dos carregadores, o que cria uma variação bastante comum do celular sem sinal, que é o celular sem bateria.

Uma outra variação deste elemento, presente principalmente em filmes de terror mais antigos, é o telefone fixo sem linha, já que o dono da casa no meio do nada nunca lembra de pagar a conta telefônica.

Grupo estereotipado e a ordem dos assassinatos[editar]

Em filmes de terror os personagens só mudam de nome mesmo, porque a personalidade e a ordem das mortes é sempre a mesma.

O grupo de amigos da protagonista (que sempre é uma virgem de peito pequeno) é composto sempre pelos mesmos estereótipos: tem o negro, o professor, o maromba, a gostosa, o retardado, o nerd, o gay, a punk e o maconheiro. As vezes por falta de orçamento nem todos estes estereótipos são incluídos na produção, mas ao menos quatro dessa lista estarão presentes. E os espectadores nem precisam assistir o filme para saber quando e onde cada um deles vai morrer.

A primeira vítima é sempre o professor, que ouve um barulho estranho no quintal, vai "checar lá fora" e nunca mais volta. Os próximos da lista do vilão, nesta ordem, são o negro, o gay, o maconheiro, o retardado, a punk, o nerd e a gostosa. No fim, sobram apenas a virgem de peito pequeno e o maromba de pinto pequeno, que formam um casal e, dependendo do filme, podem sobreviver ou não. Em 90% dos filmes o maromba morre também para fazer aquele apelo emocional, e no fim existe 50% de chance da virgem morrer e 50% de chance dela ser uma final girl e conseguir escapar do assassino com o poder do protagonismo.

Grupo separado[editar]

Pros personagens de filme de terror, andar sozinho em uma instalação macabra enquanto está sendo caçado por um maluco é uma boa ideia.

Um serial killer maluco com super força e super resistência que já matou dois ou três só naquele dia está atrás de você e de seus amigos, o que você faz? Em filmes de terror a resposta para isso é bem óbvia, o grupo se separa, para ir morrendo um por vez. Se a protagonista sugerisse isso até faria sentido, afinal o assassino sempre irá atrás dos figurantes primeiro, o que dará tempo para ela fugir sozinha bolar algum plano para derrotar o cara, mas as vezes são até as vítimas preferenciais que sugerem uma merda dessa, como o negro ou o gay. Não é por acaso que o vilão faz questão de matar esses caras primeiro, já que eles deram a ideia, que se fodam primeiro por conta dela.

Uma variação desse clichê é a separação em duplas, o que também não ajudará muito na hora de peitar o vilão, mas é um pouco melhor do que andar sozinho por aí. Nesse caso, assim como em Scooby Doo, as duplas são feitas por afinidade: passam a andar juntos o maconheiro e o retardado, o gay e a punk, a gostosa e o maromba e a protagonista e o nerd. Apenas no fim que esse esquema é desmontado, com os seus parceiros mortos, a protagonista e o maromba formam a última e definitiva dupla do filme.

Morte durante o coito ou ao se emaconhar[editar]

Enquanto vilões como Jason preferem matar os depravados, vilões como Freddy adoram dar cabo dos maconheiros, inclusive zoando com a mente deles antes de finalizar o serviço.

Os vilões de filmes de terror fizeram PROERD e são muito conscientes na área da saúde, então querendo evitar problemas como gravidez na adolescência e dependência química, eles dão uma senha preferencial na chamada da morte para a galera que realiza o ato coito ou se emaconha na casa no meio do nada, afinal morto não engravida e nem se droga.

No caso dos pervertidos que vão dar uma rapidinha em um dos quartos, os vilões fazem questão de matá-los em plena meteção, para ensinar uma lição aos demais jovens na casa, que depois vão encontrar os dois defuntos empalados juntinhos. E no caso dos maconheiros, os vilões geralmente apenas esperam os entorpecentes fazerem efeito, assim o drogado não vai conseguir distinguir o que é real do que não é e será uma vítima fácil que sequer conseguirá se defender enquanto é fatiado e desmembrado.

Tropicão no meio da fuga[editar]

A pedra que faz a protagonista maratonista tropicar, uma grande aliada de qualquer vilão de filme de terror.

Já dizia um velho deitado chamado Carlos Drummond de Andrade, tinha uma pedra no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma pedra. Essas sábias frases definem bem o clichê do tropicão no meio da fuga, que é um dos mais batidos em filmes de terror.

Após conhecer bem de perto o vilão e seu instrumento de trabalho, que pode ser uma garra, um facão, uma .12 ou as mãos nuas mesmo, e ser salva da morte certa por forças ocultas conhecidas como o diretor do filme, a protagonista começa a correr aleatoriamente para qualquer lugar que seja bem longe do assassino. Porém, por ser magricela e desengonçada, ela sempre vai acabar tropeçando em uma pedra que aparece do nada, e vai foder o joelho, não conseguindo correr mais. Mas como a vontade de viver ainda é grande, ela vai começar a se arrastar pelo meio do mato apenas com a força de sua determinação, o que é claro não é suficiente para vencer o teletransporte do vilão, que vai aparecer na frente dela instantaneamente mesmo nem tendo corrido, apenas andado bem vagarosamente. Agora o normal seria ela morrer, mas como o enredo não permite isso, algum de seus amigos estereotipados mencionados anteriormente vai aparecer do nada e se sacrificar lutando contra o vilão, ganhando tempo para ela se arrastar um pouco mais e conseguir fugir.