Desentrevistas:Afonso I de Portugal

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Estamos aqui direto do Céu, onde vamos entrevistar ele, o pai e fundador da nacionalidade portuguesa, Afonso I, em entrevista que pode ser lida na íntegra na edição de Setembro de 2020 da Playboy Portugal.

Em primeiro lugar, poderias contar um pouco sobre a tua infância?[editar]

Eu nasci no Viseu, no meio de uma rotunda. Passei a infância em Coimbra, mas como não haviam caloiras para pinar porque o conceito de Universidade ainda não tinha sido criado e eu não tinha nada pra fazer, fui-me para o norte lutar contra os mouros.

E então viraste cavaleiro[editar]

Sim, meus pais tinham arranjado um castelo nos subúrbios de Braga, mas a ideia era morar mais perto do centro, não a vinte quilómetros dele. Tens ideia o quão caro é o arrendamento de um T3 em Braga? E ainda com vista pro Bom Jesus? Foda-se, com o ordenado de cavaleiro mal dava pra viver de macarrão do Pingo Doce, e ainda mais depois que meu pai morreu e a pensão mal dava pra pagar as contas. Por sorte me deram um título de conde antes do meu pai morrer então meu salário aumentou e deu pra parar de depender do cartão Poupa Mais. A minha vida seria muito mais fácil naquela época se houvesse Cartão Continente, mas o Continente nem tinha nascido ainda.

E a sua mãe foi embora...[editar]

É, ela conheceu um espanhol rico e se mudou pra lá, enquanto eu fiquei sozinho no castelo. Um dia, ela apareceu com uns advogados exigindo que eu cedesse o castelo, mas foda-se, eu ira morar aonde? Expulsei todos na base da porrada, aí fiquei tão frustrado que passei a noite a beber.

Falas da Batalha de São Mamede, não?[editar]

Exato. E bebi tanto que eu acabei escrevendo um papel que falava que aquele matagal perto do castelo era uma cidade. Passei três dias procurando a merda daquele papel pra queimar e nunca consegui achar. Por sorte, encontraram um T4 em Coimbra no mesmo preço que eu pagava em Braga...

Na verdade, esse castelo ficava em Guimarães...[editar]

Porra de Guimarães. Tudo calhau. Os vizinhos de condomínio que vieram me ajudar na briga com a minha mãe me chamaram de rei, aí os idiotas que moram perto desse castelo ficam com essa asneira de que Portugal nasceu lá e achando que só eles são portugueses e o resto são conquistas deles. Nasceu lá foi o caralho, eu passei quinze anos como lacaio do marido da minha mãe e os gajos de fora me chamando de conde. E ainda associam a minha imagem a um grupo de selvagens que se reúne num local que parece uma sanita, diz que preferiam ser espanhóis e eles tiveram a audácia de colocar o meu nome num lugar que mais parece uma sanita gigante? Foda-se, eu nunca deveria ter escrito o foral daquela parvónia. Que aquela merda arda nas chamas do inferno e salguem a terra para nunca mais nascer nada naquele chão maldito. Portugal só nasceu mesmo mais de dez anos depois de eu ter saído de lá. Que fique claro de uma vez por todas que Guimarães é uma sanita, o Vitória é merda e vimaranense nem é gente. Aliás, vou processar aquele clube por uso indevido da minha imagem.

Então, perdão pela interrupção, continuando a história...[editar]

Uns dias depois arranjei um T2 lá em Lanhoso e enfiei minha mãe lá. Como vingança, cheguei e soltei uns very lights na cara de alguns cidadãos ali na Galiza, principalmente no gajo que pinava a minha mãe. Dois anos depois chutei os cus dos mouros em um lugar que eu não me lembro e todo mundo me chamou de rei por isso. Aí sim eu decidi que ia virar rei mesmo. Comprei um livro que me ensinava como criar um país e fui seguindo o tutorial, concluindo a criação de Portugal em cinco anos, mais ou menos.

Como convencestes os espanhóis a reconhecerem a independência?[editar]

É simples, meu amigo: chamei o rei de Espanha pelo Whatsapp e disse a ele pra organizarmos uma partida de sueca com nossos melhores jogadores, e se nós ganhássemos, eles reconheciam Portugal como independente. Marcamos a partida ali perto de Viana do Castelo. Ainda existe um Castelo em Viana, não? Passamos o carro neles e reconheceram Portugal como reino, com bandeira, aprovação do Papa e tudo. Então foi hora de voltar pra Coimbra e planejar tomar território dos mouros.

E depois disso?[editar]

Depois disso finalmente arranjei tempo pra fazer outras coisas. Consegui até uma esposa, que eu conheci no Tinder como todo mundo faz, mas depois de um tempo descobri que ela tinha visitado aquela parvónia que mencionei anteriormente. Fiquei tão furioso que matei ela. Qual era mesmo o nome dela? Margarida? Mafalda? Matilde? Então entrei numa bad e comecei a brigar com todo mundo, por isso fui viajando pelo sul de Portugal. Comecei em Leiria, mas os mouros me disseram que foram enganados pela propaganda quando contaram que lá havia um castelo, então me disseram que por uns cinco euros eu podia pegar aquele punhado de terra. Aproveitei e fiz o tal do castelo pra esfregar na cara dos mouros. Santarém foi mais difícil de se tomar, já que lá haviam muitas fortificações e era o caminho pra Lisboa.

E como é a sua relação com os vossos sucessores?[editar]

Bom, nos reunimos aqui nos céus pra tomar umas e ver a bola. O Dinis é irritante demais quando começa a cantarolar aquelas canções pimba dele.

E com seus familiares?[editar]

Meu pai fica querendo ver jogos de França e até hoje está ressentido com as brincadeiras que fiz depois do Euro 2016. Minha mãe e minha esposa passam o dia a ver os programas da TVI.

Vendo Portugal hoje, o que sentes?[editar]

Um grande orgulho de termos mantido nossa independência dos espanhóis.

Seu maior orgulho?[editar]

Ter conquistado tanto território.

Seu maior arrependimento?[editar]

Não ter me mudado pra Coimbra antes.