Cara & Coroa

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Se uma Christiane Torloni já era ruim, imagina duas...

Cara & Coroa é uma novela das sete da Rede Bola que rolou de 24 de julho de 1995 a 30 de março de 1996, em 213 capítulos, escrita pelo Antônio Calmon, sendo um caso raro de novela dele que realmente ficou boa para caralho, substituindo a também boa pacas Quatro por Quatro e sendo substituída pela bosta Vira Lata. É também uma típica novela que criaram só para poder economizar nos atores, ao fazer uma delas acumular papéis, naquele velho clichê de "irmãos gêmeos perdidos por aí e que se reencontram do nada", nesse caso as personagens Vivi (ruiva boazinha) e Fernanda (fumante maluca), ambas interpretadas pela Christiane Torloni bebê... e é por isso que o nome da novela é "Cara & Coroa", sacou? Uma é o contrário da outra, blá blá blá... ah, foda-se, segue o artigo...

Enredo[editar]

A novela é dividida em duas fases (típico de novela do Antônio Calmon enfiar tempos diferentes para enrolar bem muito - claro, quando ele não enfia vampiros na jogada...). Então vamos a elas...

Primeira fase (quando a Christiane Torloni só fazia um papel)[editar]

Na cidade de Búzios Porto do Céu, Jô Penteado Tereza Cristina Fernanda Gusmão Santoro é uma dondoca rica típico personagem da Torloni em 103287% das novelas com ela, elegante, fumante mais que uma caipora e desequilibrada emocionalmente, sem saber namorar com ninguém e ficar com o facho só com essa pessoa. Por exemplo, ela tava lá namorando com o Rubinho (Luís Mello) e já ia casar com ele, quando acabou indo na onda do Miguel Alcântara Prates (Victor Faz Ânus que Não Te Vejo) e casando com ele. O problema é que o cunhadinho, Mauro Alcântara Prates (Caco Antibes Miguel Falabella), convence ela com os cabelinhos loiros dele, e ela cai na lábia do filho da puta.

Pouco depois ela descobre que o escroque tinha um caso com uma sirigaita escrota chamada Heloísa (Dona Beija Maitê Proença). Puta da cara, a Fernanda tenta atirar no Mauro, mas erra o tiro e desmaia por conta de um câncer que ela tinha no cérebro que ela nem sabia. Aproveitando da situação, o Mauro dá um tiro num tal de Antônio que tava por perto (José Augusto Branco) no lugar errado e hora errada. E, claro, tacou a culpa na trouxa da Fernanda. Mesmo ela jurando que não fez nada, acabou se fodendo na prisão.

Segunda fase (quando ela foi forçada a fazer duas personagens)[editar]

Um dia uma tal de Vitória Figueiredo, ou Vivi, acaba presa com uma coitada chamada Margô (Bruxa Morgana Rosi Campos), e aí Mauro e Helô descobrem que a Vivi é a cara e a careta da Fernanda, só que ruiva e de olho pretinho. Além de também ter sido órfã a vida toda e ser bem boazinha, diferente pacas da Fernanda nisso, bem naquele estilo A Usurpadora, só que light.

Quando a Fernanda descobre que o Mauro casou com a Heloísa, tem um derrame na hora, e aí os dois dão um sumiço na Fernanda, a enfiando numa clínica, enquanto usam a Vivi para ela se passar pela Fefê (vou começar a chamar assim por preguiça mesmo). A Vivi, ao chegar lá na casa, tem que reconquistar geral, o que obviamente seria bem difícil ao ser sempre considerada uma assassina. Em especial do filhote com o Miguel, Pedro (Thierry Figueira). Apesar de tudo isso, a família começa a estranhar porque a "Fernanda", além de não estar fumando, parece estar agindo como um anjo, inclusive "reconquistando" o Miguel no processo gado demais.

O problema é que a Fernanda tava lá presa numa clínica, e com a ajuda da Margô, Vivi consegue libertar sua maninha, que ela enfim descobre que era sua gêmea. Daí pra frente é só o Mauro fazendo merda atrás de merda, matando um monte de personagem ou seduzindo, inclusive até a Heloísa. Já o povo demorou uma cara para descobrir que existia uma Vivi nessa jogada. Mas aí Vivi e Rubinho acabam sequestrados pelo Mauro, já maluco de ódio, porém a Fernanda, que chegou a ficar cega deficiente visual, ninguém fala cega mais (literalmente), sei lá como volta a enxergar e vai salvar a turma.

No fim, Fernanda prende Mauro num teco-teco e se joga no mar, e o avião explode, com todo mundo morto. Ou não, já que sei lá como caralhos a personagem saiu do avião do nada e foi se encontrar com o Rubinho com uma peruca ruiva (ironia), já que personagem da Christiane Torloni é proibida de morrer por contrato. Não sabia disso? Então assista o final de Fina Estampa e confirme...

Curiosidades[editar]


  • Foi a primeira novelinha das sete que fez a Globo trocar a ordem dos telejornais locais, que sempre rolavam logo a seguir da novelinha das sete e antes do Jornal Nacional, mas como tava ficando cansativo tanta notícia colada uma na outra, fizeram essa troca abrupta, que ajudou em alguns momentos a manter uma certa audiência do povo que via as desgraças do seu Estado ou Cidade e depois já assistia um pouco da novela. Claro, isso nem sempre deu certo...
  • Com certeza você achou que ou era uma mulher ou o Edson Cordeiro que cantava "Tocar Você" (a musiquinha de abertura do "HEY-HEY-HEY U-U-U-U-UUUUU!"), mas era um tal de Edmon, que acabou virando mais um artista de um hit só, pior, que com certeza você só tá sabendo do nome dele agora. Ah, e foi na trilha sonora dessa novela também que a Simony descolou um de seus únicos hits... "Primeiros Erros (Chove Chove)". Isso mesmo, um dos maiores hits da ex-Balão Mágico não passa de uma versão em pagode do único hit de Kiko Zambianchi...
  • Mesmo tendo feito sucesso para caralho, jamais foi reexibida, nem no Vale a Pena Ver de Novo, nem no Canal Viva (esse último aí deu um rolo com direitos autorais - o Antônio Calmon saiu putinho da Globo e meteu uns processinhos marotos na ex-emissora - e só satã sabe se um dia essa porra reaparece na TV...).