Campeonato Brasileiro de Futebol de 1993

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Pera, o que é que esse time tá fazendo no álbum do campeonato?

O Campeonato Brasileiro de Futebol de 1993 foi mais um Campeonato Brasileiro, sendo o terceiro sétimo que o Palmeiras levou o caneco pro finado Parque Antártica. O campeonato poderia ser só mais um campeonato normal como estava sendo desde sei lá, 1988, após aquela bizarra Copa União, mas aí né, a turma da CBF e do Clube dos 13 ficaram com uma frescurite bizarra que transformou essa edição a mais obesa de todas, e uma das mais toscas (não fosse a Copa João Havelange anos mais tarde, essa ganharia o prêmio facinho).

As regras sem noção dessa edição completamente guiada por uma virada de mesa[editar]

Basicamente, o que deveria ter acontecido era que o Náutico e o Paysandu, os dois lixões do ano anterior, deveriam ter ido parar na série B, o de praxe, e apenas Paraná e Vitória, os dois vencedores do ano anterior na série B, promovidos pra A. Mas aí o Clube dos 13, sempre ele, ficou com peninha de um de seus membros, o Grêmio. É que os gaúchos no ano anterior tinham tomado no cu de com força, ficando em nono lugar na série B que eles tinha caído (merecidamente) em 1991.

Daí fizeram a máfia mais bizarra que já se viu no mundo: simplesmente cancelaram a série B daquele ano e chamaram DOZE, isso mesmo, DOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOZE times, e aí fizeram uns arranjos toscos: na primeira fase ficariam divididos em 4 grupinhos: dois deles, só com membros do Clube dos 13, mais Sport, Bragantino e Guarani, que conseguiram as vagas por terem jogado mais ou menos bem no ano anterior, classificariam os três primeiros para a fase final, enquanto que o resto ficaria sossegadinho, sem ninguém meter o bedelho. Já o resto dos times tudo iriam pros outros dois grupos, dos quais só os dois primeiros iriam pra uns playoffs pra decidir as duas vagas pra segunda fase, já os quatro últimos de cada grupo iriam de mala e cuia jogar a série B no ano seguinte, o que foi uma tremenda putaria quando se lembra que o campeão e o vice da série B de 1992 poderiam dançar (bem como os outros 6 a frente do Grêmio na tabela de 1992 - e alguns desses realmente dançaram), mas o Grêmio mesmo ninguém iria tocar nas bichinhas no bichinho.

Por fim, a segunda fase seriam jogos cruzados dentro dos dois grupos (com três melhores de um dos grupos de cima e um dos dois sobreviventes dos playoffs em cada grupo), e por fim a final, em dois jogos, o de praxe.

Participantes dessa pouca vergonha[editar]

(Gente para caralho mesmo, eu não tô brincando!)

Equipe Cidade Estado Em 1992 Estádio (mando) Título(s)
Coelhinhos sem Páscoa Belo Horizonte Bandeira de Minas Gerais Minas Gerais MG 6º (Série B) Independência 0 (não possui)
Patético Galinheiro Belo Horizonte Bandeira de Minas Gerais Minas Gerais MG 13º Mineirão 1 (1971)
Furacão Zero Ventania Curitiba Bandeira do Paraná Paraná PR 15º Pinheirão 0 (não possui)
Macumbahia Salvador Bandeira da Bahia Bahia BA 18º Fonte Nova 2 (1959, 1988)
Botafaísca Rio de Janeiro Bandeira do Rio de Janeiro Rio de Janeiro RJ Maracanã 1 (1968)
Bragantino sem Asas Ainda Bragança Paulista link={{{3}}} São Paulo SP Marcelo Stéfani 0 (não possui)
Cabeçudos Sporting Fortaleza Bandeira do Ceará Ceará CE 10º (Série B) Castelão 0 (não possui)
Galinhão Paulista São Paulo link={{{3}}} São Paulo SP Pacaembu 1 (1990)
Coxinhastiba Curitiba Bandeira do Paraná Paraná PR 12º (Série B) Couto Pereira 1 (1985)
Cri-Cri Ciúme Criciúma Bandeira de Santa Catarina Santa Catarina SC 3º (Série B) Heriberto Hülse 0 (não possui)
Raposinha Doente Belo Horizonte Bandeira de Minas Gerais Minas Gerais MG Mineirão 1 (1966)
Futebol na Linha do Trem Cariacica Bandeira do Espírito Santo Espírito Santo ES 11º (Série B) Engº Alencar Araripe 0 (não possui)
Urubuzengo Rio de Janeiro Bandeira do Rio de Janeiro Rio de Janeiro RJ Maracanã 4 (1980, 1982, 1983, 1992)
Fluflu Rio de Janeiro Bandeira do Rio de Janeiro Rio de Janeiro RJ 14º Maracanã 2 (1970, 1984)
Cabeçudos Tricolores Fortaleza Bandeira do Ceará Ceará CE 7º (Série B) Castelão 0 (não possui)
Verdão de Goiás Goiânia Bandeira de Goiás Goiás GO 17º Estádio Serra Dourada 0 (não possui)
Gaymio de Gayato no Navio Porto Alegre Bandeira do Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul RS 9º (Série B) Olímpico 1 (1981)
Indígenas de Campinas Campinas link={{{3}}} São Paulo SP Brinco de Ouro 1 (1978)
Coloraidos Porto Alegre Bandeira do Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul RS 10º Beira-Rio 3 (1975, 1976, 1979)
Alvirosa de Pernambuco Recife Bandeira de Pernambuco Pernambuco PE 19º Aflitos 0 (não possui)
Alviverde Impotente São Paulo link={{{3}}} São Paulo SP 11º Parque Antártica 6 (1960, 1967, 1967 RGP, 1969, 1972, 1973)
Eterna Promessa do Paraná Curitiba Bandeira do Paraná Paraná PR 1º (Série B) Durival Britto 0 (não possui)
Papudinhos Belém Bandeira do Pará Pará PA 20º Curuzu 0 (não possui)
Purtugas São Paulo link={{{3}}} São Paulo SP 16º Canindé 0 (não possui)
Remadinhas Cidade da Calypso Bandeira do Pará Pará Pará 5º (Série B) Baenão 0 (não possui)
Cobrinha Coral Recife Bandeira de Pernambuco Pernambuco PE 4º (Série B) Arruda 0 (não possui)
Baleia da Vila Santos link={{{3}}} São Paulo SP Vila Belmiro 6 (1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968 RGP)
São Bambi São Paulo link={{{3}}} São Paulo SP Morumbi 3 (1977, 1986, 1991)
Ixporti Recife Bandeira de Pernambuco Pernambuco PE 12º Ilha do Retiro 1 (1987)
Aquele time de Futebol Brasileiro 96 que ninguém escolhia Araras link={{{3}}} São Paulo SP 8º (Série B) Hermínio Ometto 0 (não possui)
Bestas da Gama Rio de Janeiro Bandeira do Rio de Janeiro Rio de Janeiro RJ São Januário 2 (1974, 1989)
Vitória só no nome Salvador Bandeira da Bahia Bahia BA 2º (Série B) Barradão 0 (não possui)

Nem vou botar aqui as tabelinhas dos quatro grupos, vai tomar no cu!

O resultado final[editar]

Bem, no frigir dos ovos, nem adiantou muito toda a frescurite que fizeram para colocar o tricocô gayucho de volta na série A, porque o desempenho dele foi pífio, ficando na meio da tabela do grupinho dele e sequer conseguiram passar pra segunda fase. Pra sorte deles, o grupo deles (B, olha que ironia), junto com o grupo A, não rebaixaria ninguém, senão eles poderiam ter o mesmo destino do quarto lugar da série B de 1992, o Santa Cruz, que foi rebaixado pra jogar a série B em 1994, enquanto o Grêmio, que tinha sido o NONO lugar na série B de 1992, por causa de 5 pontos não foi pra segunda fase do campeonato desse ano. Só a CBF para fazer essas coisas fantásticas! Aliás, não só esse, mas os dois semifinalistas da Copa Come-Bola daquele ano, Atlético Mineiro e Botafogo, cada um ficou em último nos grupos de cima, sendo que o time da terra do pão de queijo foi tão mal que se houvesse justiça de verdade ele deveria ter não só sido rebaixado, como deveria ter descido direto pra série C.

Bem, no final, o Vitória da Bahia, que tinha sido vice campeão da Série B de 1992, foi quem conseguiu vingar seus amiguinhos que foram tudo injustiçados pelo Grêmio, chegando até a final. O que na real nem foi grande coisa quando se lembra que na final o Palmeiras passou a piroca nos dois jogos, criando uma rivalidade que ficaria bem mais forte no Campeonato Brasileiro de Futebol de 2002 (quando o Vitória mandou o Palmeiras pra primeira viagem à série B) e na Copa do Brasil de Futebol de 2003, quando o Vitória fez o maior estrago da história do Parque Antártica em cima do verdoso, com um impiedoso 7 a 2 que jamais deve ser esquecido, porque foi UM, DOIS, TRÊS, QUATRO, CINCO, SEIS... SEEEEEEETEEEEEEEEEEEE GOOOOOOOOOOOOOOOOOOLS! filhos das putas, não ganham uma, uns moleques vieram da terra da macumba e ganha, vão tomar nos seus cus!

Uma curiosidade mórbida aqui só pela zueira: São Paulo e Cruzeiro, na quinta rodada do campeonato, empataram em 0 x 0, mas a turma da Recopa Sul-Americana, por pura preguiça, decidiu tornar esse jogo o jogo de ida da competição. Praticidade é outra coisa, minha gente, já pensou se isso vira mania, daí vão começar a transformar coisas como a Copa Rio de 1951 como um Mundial Interclubes assim do nada, sabe. Ops...