A República

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Este artigo se trata de um LIVRO!

Ele tem dedicatória, uma introdução chata pra caralho e assinatura do autor, que com certeza usa gola rolê e um par de óculos.

Outras obras literárias que você tem preguiça de ler.
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A Ditadura
A República.png
Capa do livro
Autor Platão
País Bandeira da Grécia Grécia
Gênero Livro chato de doer
Editora -
Lançamento Há muitos anos atrás


Cquote1.svg Você quis dizer: Flamewar grego Cquote2.svg
Google sobre A República
Cquote1.png Experimente também: A Monarquia Cquote2.png
Sugestão do Google para A República
Cquote1.svg Nossa, o título parece interessante. Vejamos... Cquote2.svg
Leitor desavisado sobre A República
Cquote1.svg Zzzz... Cquote2.svg
O mesmo leitor acima, após tentar ler A República
Cquote1.svg É uma discussão interminável!!! Cquote2.svg
Qualquer um sobre A República
Cquote1.svg Verdade eu ser o autor, mas a culpa disso é toda dele. Cquote2.svg
Platão sobre A República
Cquote1.svg Fiquei com tanta raiva dessa discussão, que inventei isto para que eles nunca descobrissem pôr um fim nela. Cquote2.svg
Deus sobre A República

Exemplar de "A República" nos olhos de um leitor incauto.

A República é uma forma de governo moderna um livro escrito por Platão com o diálogo do pirado Sócrates, de gênero obviamente paranóico e perturbador, no qual os deficientes da antiga Grécia se matam de discutir, em suas tentativas frustradas de encontrar o significado da justiça, e outras coisas que nem eles mesmo sabem que estão procurando. Ou seja, a discussão em si não leva a porra nenhuma.

Este livro, assim como todos os outros, deveria ter queimado na biblioteca de Alexandria quando ainda era um exemplar único. Deveria! Porém, infelizmente algum nerd sabido conseguiu resgatá-lo de lá, mudando assim o rumo da História, e vindo parar até aqui.

Tentativa de resumo[editar]

Assim como a Bíblia, é dividido em livros, porém estes são BEM menores, e podem ser chamados de capítulos mesmo, em um total de dez. Há uma outra forma de divisão, em doze seções (a adotada neste artigo), mas essa aí é cronológica; cada seção corresponde a uma virada de milênio.

Opinião dos críticos literários.

Considere a chance de desistir de ler pular logo para a próxima seção, já que o trecho a seguir também faz parte da primeira parte, mas é apenas para explicar como foi que começou tudo.

Não quis pular? Eu avisei!

Tudo começa quando Sócrates (este nome vai ser bastante repetido) foi ao Pireu com Glauco, filho de Aríston (não sabemos quem são) para orar à deusa Bêndis, provavelmente, já que não há tantas divindades gregas femininas. Após terem orado e apreciado a cerimônia, estavam no caminho de volta, quando eis que surge ninguém mais menos que um jovem escravo de Polemarco, filho de ACéfalo (que também não sabemos quem são), que já os avistava à distância em seu incrível telescópio.

O servo então puxa a capa de trás de Sócrates, dizendo:

Cquote1.svg Polemarco pede que o esperem. Cquote2.svg
Escravo, dizendo que seu dono é meio lerdo

Sócrates se vira, e pergunta onde ele está.

Cquote1.svg Está vindo atrás de mim. Esperem-no. Cquote2.svg
Escravo respondendo, e assumindo em que time joga

Cquote1.svg Evidente que o esperaremos. Cquote2.svg
Glauco sendo paciente sobre frase acima

Polemarco chegou poucos anos minutos depois, com uma galera composta por Adimanto, irmão de Glauco, Nicerato, filho de Nícias (tá bom, chega) e outros menos importantes que também voltavam da procissão. Do nada, começou uma discussão entre ele e Sócrates, depois Sócrates começou a discutir com Glauco e EnCéfalo, depois com os três ao mesmo tempo... Cara, se tudo o que eles discutiram fosse exposto aqui, daria umas duas Desciclopédias.

Por várias e várias vezes enquanto eles falavam, Trasímaco (um outro desconhecido qualquer de nome estranho) procurava uma brecha na conversa pra entrar, mas sempre era impedido pelos amigos alienados, que queriam ver o pau quebrar e ouvir até o fim. Durante uma pausa, após as últimas (últimas? RÁ!) palavras de Sócrates, não pôde mais se conter.

Erguendo-se do chão como uma besta fera, lançou-se contra eles, como que para dilacerá-los (ora, quem não faria isso). Polemarco e Sócrates ficaram apavoradas, e Trasímaco, elevando a voz no meio do auditório, gritou:

Cquote1.svg QUE TAGARELICE É ESSA, SÓCRATES, E PORQUE AGIS COMO TOLOS, INCLINANDO-VOS ALTERNADAMENTE UM DIANTE DO OUTRO? AH, VÁ À MERDA, PORRA! Cquote2.svg
Trasímaco bem calminho sobre a tagarelice

Justiça pobre ou corrupção rica?[editar]

Trasímaco toma coragem, e entra no fight com Sócrates. E já vai convencido e achando que vai ganhar, com o argumento de que trabalhar no senado brasileiro é bem melhor que acordar cedo pra ir lutar, como todo mundo faz.

Para poupá-lo de uma longa, longa e fatídica jornada até as funções quadráticas da alma, veja o replay instantâneo, no qual o esperto Sócrates prova por 2+2 e Bháskara que as raízes positivas são as almas justas, e que estas são maiores que as negativas, as injustas:

Cquote1.svg Logo, o justo é bom e sábio... e o injusto, ignorante, mau, filha-da-puta, bobo, feio, chato e cara de mamão. Cquote2.svg
Sócrates discutindo com OWNANDO Trasímaco sobre as vantagens de ser político corrupto

Cquote1.svg ... Cquote2.svg
Trasímaco, vermelho de vergonha no meio da praça, após cair em contradição ao concordar

Após humilhar o imbecil, Sócrates achava que havia terminado com tudo. Mas, como a vida é uma caixinha de surpresas, ele percebeu logo depois que era apenas o início de uma longa, longa discussão...

O grão e o saco inteiro[editar]

Na verdade, o título original do livro era "As Perguntas Intermináveis de Sócrates", porém por ser tão complexo e enrolado como o próprio, foi alterado para "A República", por causa das comparações feitas entre os idiotas cidadãos e as cidades onde eles vivem, como descrito no seguinte trecho da obra fecal:

Cquote1.svg Mas, Sócrates, o que isso tem a ver com a investigação a respeito da porra da natureza da justiça??? Cquote2.svg
Adimanto, noob grego sobre a comparação

Cquote1.svg A justiça é, como declaramos, um atributo não apenas de um infeliz, mas também de toda a cidade? Cquote2.svg
Sócrates, viajando perguntando o quão fodido é alguém nascido em uma cidade brasileira

Cquote1.svg Sim... Cquote2.svg
Adimanto, conformado, sobre frase acima

Cquote1.svg E a cidade não é maior que o indivíduo? Cquote2.svg
Sócrates fazendo outra pergunta besta

Cquote1.svg Claro. Cquote2.svg
Adimanto, já de saco cheio, sobre frase acima

Paralelamente, discute-se também sobre uma sub-espécie, que é raríssima na raça humana, e sobre a qual a parte seguinte levanta uma teoria interessante.

(Porra, como eles conseguiam?)

Os guardiões do Estado[editar]

Na parte anterior, também foi inventado o conceito de "guardião perfeito" (já que o mesmo iria proteger a tal República, ou o Estado perfeito), porém Eu não quis te contar, porque tive amnésia, e pra te deixar mais ignorante a respeito.

Enfim, nesta parte (a que você está lendo agora) se desenrola uma discussão paralela sobre "WTF, vamos parar de caluniar e começar a elogiar o Hades", logo no início, e também a respeito desses caras aí do subtítulo.

Já foi definido anteriormente que os mesmos deveriam ser mais ou menos como os integrantes do CDL, e deveriam ser justos, é claro!

Imagine se isso (o do centro) fosse um guardião do Estado.

Porém... nosso conhecido "amigo" (e vulgo filósofo), prolongou ainda mais o falatório, nota-se logo que ele não gosta de definições fáceis, como visto no trecho a seguir:

Cquote1.svg E para que eles sejam verdadeiros, por acaso não lhes devemos sempre dizer, desde a infância, palavras fortes, para que tenham o mínimo possível de medinho da morte? Ou tu achas, que nunca vai virar escroto alguém que deixe isso de lado? Cquote2.svg
Sócrates fazendo um combo duplo de perguntas

Cquote1.svg Não, por Zeus! Cquote2.svg
Adimanto sobre perguntas acima

Cquote1.svg Crês então, irmão, que aquele que acredita no Hades e em seus horrores não receia a NADA, e que, em combate, prefere morrer em pé do que virar um coiso? Cquote2.svg
Sócrates fazendo a pergunta de número 978356478 no livro

Cquote1.svg De forma alguma! Cquote2.svg
Adimanto sobre pergunta acima

O medo da morte foi apenas um dos aspectos discutidos nessa parte...

Salários, posses, putarias e afins[editar]

Adimanto toma a palavra (finalmente), e logo começa a falar sobre a maneira como esses guardiões foram idealizados, porque em uma primeira visão seriam monges beneditinos assalariados, privados de toda e qualquer felicidade mundana. Mais ou menos o oposto dos liferulers.

Sócrates (mais uma vez) e assim como o esperado, rebate com a fala de uma página inteira sobre a importância de não se "desviar do caminho". E que quem ganha demais pode muito bem querer desviar-se do ofício que exerce. Pra terminar esta parte, o rumo da conversa chega em outra parte nada a ver, onde o cara deste parágrafo (que estou cansado de repetir o nome) diz que há tantas espécies de almas quantas forem as formas de governo, mas na verdade são só cinco mesmo.

E que a forma que vieram expondo até aqui, é somente uma delas. Ffffffffuuuuuuu.jpg

A Cú-pula da República[editar]

Esta provavelmente será a sua parte predileta, já que ela é bem extensa. E já começa com um diferencial: Sócrates foi interrompido (ainda que temporariamente). Como interrupções são chatas pra caralho, e principalmente em discussões muito extensas, a interrupção aqui vai ser de maneira breve. Portanto, mais uma vez, leia o trecho se quiser.

Esse é o Kratos. E ele não tem nada a ver com o artigo.

Sócrates ia apresentar as quatro modalidades de vícios que representam outras quatro modalidades de governo, para nossa alegria (sarcasmo). Porém, eis que Polemarco (um cara do início deste artigo), que estava em uma posição confortável atrás de Adimanto, agarrou o cara da frente pelo ombro, e disse no ouvidinho dele:

Cquote1.svg Cara, que coisa chata! Vamos permitir que ele prossiga? Cquote2.svg
Polemarco sobre o falatório

Cquote1.svg De jeito nenhum! Cquote2.svg
Adimanto, o negador, sobre pergunta acima

Cquote1.svg A QUEM VÓS NÃO QUEREIS PERMITIR QUE PROSSIGA??? Cquote2.svg
Sócrates usando o Rage of the Titans sendo bastante sucinto sobre frase acima

Cquote1.svg Ora, quem mais seria? Só pode ser a ti. Cquote2.svg
Adimanto sobre frase acima

Cquote1.svg E POR QUE MOTIVO??? Cquote2.svg
Sócrates sobre frase acima

Cquote1.svg Porque nos parece que você tá perdendo o ânimo, escondendo uma parte importante do assunto, pra não ser obrigado a estudar ela. E imagina poder escapar da gente dizendo que, a respeito das mulheres e das crianças, todos julgariam evidente que houvesse comunidade entre os amigos. Cquote2.svg
Adimanto, botando mais lenha na fogueira

Cquote1.svg Por acaso eu não o disse, e com razão, Adimanto? Cquote2.svg
Sócrates, o dono da verdade sobre frase acima

Então começa tudo de novo... Se transviando completamente do primeiro assunto, a discussão prossegue com Adimanto afirmando que ele tem razão, mas precisa de mais ibagens, e que a tal comunidade tem múltipla conotação de caráter, e que é necessário que ele esclareça qual é a que ele quer se referir, e coisa e tal. Ou melhor, que quer saber como é que seria a procriação (?), e blábláblá.

Cquote1.svg Também concordo com eles. Cquote2.svg
Glauco, um cara do começo do artigo sobre tudo isso

Cquote1.svg Como vês, Sócrates, é uma decisão unânime. Cquote2.svg
Trasímaco, outro cara do começo do artigo sobre a decisão

Cquote1.svg QUE DISCUSSÃO PRETENDEIS LEVANTAR NOVAMENTE A RESPEITO DO GOVERNO DA REPÚBLICA, COMO SE AINDA ESTIVÉSSEMOS NO INÍCIO?!? Cquote2.svg
Sócrates, outra vez bem calmo, argumentando

Sócrates então desconversa, dizendo que escondeu a tal parte importante do assunto porque temia que fosse causar mais embaraços ainda.

Cquote1.svg Crês, então, que o povo veio aqui só pra conversar fiado, e não para discutir assuntos relevantes? Cquote2.svg
Trasímaco falando de novo

Cquote1.svg Certamente para discutirem coisas relevantes, mas em pouco tempo. Cquote2.svg
Sócrates sobre o que não está acontecendo

Cquote1.svg Para homens sensatos, tais discussões podem durar a vida inteira... Mas não se preocupe com a gente, continue. Cquote2.svg
Glauco sendo realista e despreocupado

Após a interrupção, o falatório continua sobre vários assuntos... De procriação de animais, diferenças entre homens e mulheres, ensinar a eles (e elas) música, ginástica e assuntos de guerra, até assuntos como gente nua fazendo ginástica, passando por golfinhos que salvam as pessoas de discussões, o enigma das crianças a respeito do eunuco que ataca o morcego[1], enfim, esta parte termina com a afirmação de que "os filósofos são apenas aqueles que em tudo se prendem à realidade".

Mas e quanto às outras quatro modalidades de vícios, que representam outras quatro modalidades de governo, que ele ia começar a falar quando foi interrompido?

Seria tudo isto uma mensagem subliminar, de que somente os filósofos irão governar? Continua no próximo episódio!

Ciência e mentira[editar]

Comparação aceitável.

Tendo (com certa dificuldade) finalmente conseguido diferenciar os filósofos daqueles que não são ninguém, Sócrates tenta combinar com Glauco quem seriam os magistrados, os quais, teoricamente, devem zelar pelas leis e instituições do Estado, e blablablá.

Cquote1.svg Acha que se deve perder tempo escolhendo a um cego ou a um homem perspicaz, no qual podemos confiar um objeto qualquer? Cquote2.svg
Sócrates comparando um cego a um inútil, e o Estado a um objeto

Cquote1.svg Lógico que não... Cquote2.svg
Glauco sobre pergunta infeliz acima

Dito isto, Sócrates começou a comparar os cegos de visão com os cegos por ignorância, e daí já viu. Foi feita toda uma argumentação para defender que o mesmo espírito não pode ser amigo da ciência e da mentira, e que quem ama a ciência, deve desejar o máximo possível aprender toda a verdade. Ainda que, muitas vezes, a cabeça seja oca demais para tal feito.

Porém, o caráter filosófico de qualquer vagabundo filósofo não deve nunca chegar ao ponto de ser um baita de um vazio de sentimentos, mas também não tão exagerado quanto um rapaz alegre. Ou seja, assim como o consumo de bebida e todo site que se preze, deve haver moderação.

O diálogo prosseguiu (mais uma vez), e quando Glauco concordou de novo a respeito de outro aspecto[2] do aprendizado... Adimanto entrou na conversa, novamente, mas desta vez falou meia página. Mesmo não sendo costume responder por imagens, isso resultou em um momento em que Sócrates só poderia responder por uma imagem... E como bem sabemos, uma imagem vale mais que oito mil palavras. Ele respondeu com uma fala de meia página esquerda, mais meia página direita...

Enfim, após muito (mas muito) bate-boca, eis que, após uma grande reviravolta nas falácias, eles começam a comparar a verdade com o Sol! E é então, que chegamos no famoso Mito da Caverna de Platão![3]

O tão copiado, contado e conhecido Mito da Caverna de Platão[editar]

Esta parte aqui é enjoativa... Assim como todo o artigo. Foi muito contada e recontada (e contada novamente) por inúmeros professores de Filosofia, pensadores, vagabundos, autistas e crianças de dez anos em geral. Por isso é que existem diversas versões do mítico mito; portanto, não seja uma maria vai com as outras, e veja aqui a versão menos aceitável.

A verdade absoluta.

Suponha que, no fantástico mundo do contra, as pessoas nasçam em cavernas (sim, isso mesmo que você leu). E que sempre fiquem por lá, acorrentadas pelas pernas e pelo pescoço. Sim, já sabemos que seria uma verdadeira bosta viver em tais condições! Mas ainda assim, seria melhor do que morar no Brasil. Continuando, essas pessoas não podem se mexer, e, estando com as cabeças imóveis, só podem ver o que está EXATAMENTE na frente delas.

Enquanto vivem presas, há uma fogueira acesa que nunca apaga, numa colina perto deles (não me pergunte como isso é possível). Mas peraí, o que diabos está na frente delas? Ora, um muro e sombras. Entre o fogo e os prisioneiros, passa uma estrada para o Paraguai, onde circula gente transportando todo tipo de muamba. Se um dos muambeiros dissesse algo, o povo da caverna pensaria que foram as sombras. Já que nunca viram o que era aquilo que passava, sempre tiveram como verdade as sombras que viam. Noobs...

E mesmo que alguém da caverna se libertasse e contasse o que viu aos outros, ou seja, a verdade, seria tido como um perfeito cidadão. A não ser que conseguisse libertar alguém da caverna da ignorância, e não seria fácil.

Dito tudo isto, é agora que você se pergunta: e o Quico? Respondendo, a moral da historinha é que a verdade liberta, IRMÃO!. E o Quico, bom, é um personagem do Chaves.

Além do Mito da Caverna, nada mais interessa nessa parte, a não ser que tenha algo a ver com a próxima parte, para que ela "faça algum sentido".

Grupos e groupies: chovendo no molhado[editar]

Aqui nota-se um diferencial: Glauco entra em consenso com Sócrates. Tudo parecia normal, aparentemente. Mas como tudo que começa bem termina melhor ainda, este último já começou logo afirmando que numa cidade perfeita haveriam milhares de comunidades, descambando assim o assunto da conversa... Outra vez.

De acordo com tal lógica, haveria a comunidade das mulheres, a comunidade dos filhos, a comunidade rosa, a comunidade religiosa, a comunidade nerd, a comunidade dos otakus, a comunidade dos comunitários e tantas outras (até mesmo a dos machos, aquele barzinho ali). Em tais comunidades, tudo seria de todos; entenda isto como bem quiser. Supondo que existem tantas comunidades, isto implicaria na presença de um "cacique" em cada uma delas. O que implica, também, na criação de uma verdadeira "comunidade de caciques", fechando o ciclo com o "cacique dos caciques". Este rumo do livro, na verdade, leva o leitor de volta para aquela parte que ele mesmo não lembra. A parte das quatro formas de governo!

No final daquela seção sobre a cúpula da República, errou quem desconfiava de mensagem subliminar. Ora, todo mundo sabe que o destino de todo filósofo (pelo menos o que "encontra a verdade") é mofar num manicômio, assim como disse o Mito da Caverna. E que as quatro formas de governo são a aristocracia, a oligarquia, a democracia e a tirania, e a tua mãe e a tua tia.

Malditos spoilers... No livro, cada uma dessas formas é discutida detalhadamente com muito embromation. Mas que ferre-se, aqui não é o livro, e só o que você precisa saber é que vivemos numa burrocracia, e que todo mundo odeia os tiranos.

Tiranos democráticos[editar]

Cquote1.svg Resta-nos analisar o homem tirânico, como se origina do homem democrático, o que é, uma vez formado, e como é a sua vida, infeliz ou feliz. Cquote2.svg
Sócrates sobre a anatomia de Stalin

Nesta altura do campeonato, o foco do livro já estava totalmente desvirado do avesso, visto que o assunto principal era tentar encontrar algo que ninguém sabe até hoje, e o rumo do debate voltou para a parte das funções da alma de um ser humano. Por ter começado já com a ideia de que o homem tirânico surge do democrático, Sócrates pode até parecer contraditório ou mitômano (assim como em outras situações). Mas todo mundo sabe que um homem pode muito bem surgir de outro, principalmente se for instaurada uma "ditadura gay". Ou se acontecer um "holocausto feminino".

Retomando sobre as funções da alma, nosso já conhecido amigo socrático discorre sobre uma possível guerra de forças. Vejamos: quando o lado racional da alma "vai dormir", o que toma conta é um outro lado bestial e selvagem, capaz de tudo. Bom, isso explicaria o surgimento de diversas lendas; um pouco adiante, há um trecho sobre o homem de espírito furioso, que, estando perturbado, pretende comandar não só os homens, mas também os deuses, imaginando-se capaz disso. Conclui-se então, por murphydinâmica inversa, que grandes catástrofes no mundo poderiam não ter acontecido, se líderes como Mao Tse-Tung tivessem dormido mais; assim, o lado racional seria predominante em cada um deles.

Décima (e última) parte[editar]

Você, quando termina de ler o livro.

Por ser a última parte do livro, é aqui onde a brisa da maconha é mais pesada.

A princípio, sabe-se que um marceneiro é capaz de fazer camas de madeira (D'OH!). Mas, de acordo com o início desse desfecho, o pintor, o marceneiro e Deus são uma trindade que conseguem fazer camas (WTF?). Mas isto não se aplica somente às camas, como também a todas as outras coisas, graças aos "copiões".

Um espelho reflete qualquer coisa, porém, a imitação está longe da verdade. Assim, nenhuma das coisas refletidas pelo espelho existe, quer dizer, NADA EXISTE, nem o próprio espelho existe. Então, o "copião" ou imitador não tem conhecimento nenhum do que imita. Até porque espelhos não pensam.

Para Sócrates, ainda tem como ser mais óbvio do que isso...

Cquote1.svg O que destrói e corrompe as coisas é o mal; o que as conserva e desenvolve é o bem. Cquote2.svg
Sócrates sobre algo que ninguém sabia!

Sabendo que as aparências são como uma imitação, e a imitação está longe da verdade, então o justo pode parecer mau, e o mau, um justo. Portanto, se alguém fizer o bem, essa pessoa deve ser espancada até a morte, porque provavelmente ela está se passando por justa.

E se não estiver?

Isso só será revelado na última fala (que tem quatro páginas) do livro. Ou seja, não neste artigo. Troll1.jpeg

Contos, lendas, mitos e outras mentiras presentes no livro[editar]

Conteúdo exclusivo: se procurar pelos contos de "A República" em qualquer site de buscas, encontrará somente referências ao erotismo e às repúblicas de baderneiros.

Quem estava envolvido na discussão certamente procurava alguma coisa (que nem eles mesmos sabem). Mas não parou por aí, porque além do livro ter vários trechos roubados do que Homero escreveu, possui também uns contos malucos. Logicamente, alguns desses contos serviram para a produção de catástrofes como "O Senhor dos Anéis" e outras, como visto a seguir.

O anel de Giges[editar]

Falando sobre a rosca o anel desse tal de Giges, pra falar a verdade isso não era nem dele. Esse cara era um simples pastor[4], que sobreviveu a um violento Twister acompanhado de um terremoto. Como se não bastasse, Giges quis investigar justamente o precipício que se formou perto de onde o rebanho dele pastava.

Assustado, foi descendo até chegar ao fundo do abismo e, entre gostosas e outras maravilhas que a lenda diz, viu um cavalo de bronze oco, mas com aberturas igual a um queijo suíço. Caindo pra dentro, viu um zumbi grotesco, roubou o tal anel do zumbi, e foi embora sem levar mais nada.

Mais tarde, Giges descobriria que, girando o anel no dedo, ficava invisível. Então, ele fez o seguinte:

  1. Entrou escondido num castelo.
  2. Deu umas cantadas na rainha.
  3. Armou com ela a morte do rei.
  4. Tornou-se rei.

E todos viveram felizes para sempre... será?

A mentira necessária[editar]

Quanto à fábula da "mentira necessária", é claro que isso tá bem longe de situações simples, como por exemplo, tua mãe dizer que teu pai não é corno. Essa tal mentira relatada no livro se refere a um motivo qualquer pelo qual as pessoas estariam juntas, encoxadinhas, e isso faria com que a república continuasse a existir.

Obviamente, ninguém ousaria duvidar de uma belíssima realidade onde somos todos irmãos, farinha do mesmo saco, filhos da terra e que na composição da alma de cada um há ouro, prata, bronze ou outros metais (dependendo do caráter). Sendo que tudo isso foi feito por um deus ferreiro ou artesão.

Pois bem, diz na última linha do contrato que a república irá pro beleléu quando for guardada por gente feita de alumínio (ou cobre).

Notas, referências e afins[editar]

  1. O enigma é (e não é) este: "Um homem que não é um homem, vendo e não vendo um pássaro que não é um pássaro, pendurado numa árvore que não é uma árvore, ataca-o e não o ataca, com uma pedra que não é uma pedra". Entendeu (mas não entendeu)? Ah, foda-se (e não foda-se) esta merda (que não é uma merda).
  2. Aspecto relativo a pessoas sem memória, que não conseguem aprender porra nenhuma.
  3. Lembrando que, no livro, o mito foi contado por Sócrates. Platão não inventou merda nenhuma, ficou só no cantinho, escrevendo.
  4. A diferença é que, naquele tempo, os pastores eram extremamente pobres. Mas ainda assim, guiavam outros animais.