Desnotícias:Banda cover do Massacration vence o Festival da Eurovisão

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ROTERDÃ, Países Baixos

Após a controversa vitória do Acre na edição anterior, a Europa (e a Austrália, por algum motivo que ainda não entendemos) voltou a celebrar de forma presencial o Festival Eurovisão da Canção. Por não ser possível fazer a edição no país vencedor, a edição de 2021 foi feita novamente em Roterdã, Holanda.

Nesta edição, dada a ausência do vencedor anterior para defender seu título, os países se esforçaram ainda mais para conseguir o troféu amaldiçoado que arruína a carreira internacional de 99% das pessoas que o conquistam. O Chipre mandou uma música sobre o diabo, enquanto a França mandou uma balada, como sempre, com a intenção de que o Festival de 2022 superasse a edição de 1978 em número de baladas e canções indutoras de sono. Portugal enviou pela primeira vez na história uma canção completamente em inglês, já que ninguém conseguiria entender a sua letra em português. A Itália enviou uma canção composta pelo Nanowar of Steel e performada por uma banda cover do Massacration, mas com duas mulheres na banda porque os outros membros da banda foram diagnosticados com COVID-19 dias antes do embarque. A Bielorrússia tentou uma inovação inédita de tentar ser tão má quanto o Reino Unido, mas foi desqualificada pela EBU porque nenhuma outra canção deve dar tanta vergonha alheia quanto a britânica. A Moldávia decidiu concentrar seus esforços na votação, chamando o Epic Sax Guy para anunciar os votos. Como de praxe, o festival começou com as duas semifinais no meio da semana decidindo quem passaria para a final, onde já haviam seis vagas reservadas para os anfitriões e para os países que financiaram o evento, e a final começou com um show com vários vencedores dos anos passados, em uma retrospectiva dos grandes momentos do festival neste século, em um pout-pourri ao vivo que começou com My Number One, vencedora em 2005, e terminou com My COVID Nineteen, cantada pelo vencedor da edição de 2019.

Dettonattore, Biondo Rammetto, Testamestre e Vindicatore di Metallo, representantes da Itália para o Festival da Eurovisão de 2021. O baterista, Giacomo Martello, não está na foto porque ninguém se importa com os bateristas

A primeira parte da votação revelou os votos dos jurados, que avaliaram critérios como qualidade musical, letra, composição, execução e proximidade geográfica para dar os seus pontos na primeira parte, onde Suíça, França e Malta apareciam como principais candidatos à vitória.

Na segunda parte da votação, foram revelados os votos da população europeia. Consolidando a cagada que foi o processo do Brexit, o Reino Unido conseguiu ser detestado tanto pelos jurados quanto pela opinião popular, enquanto a Espanha continuou a colher os frutos de não levar a competição a sério. Malta mostrou ser um cavalo paraguaio, enquanto Ucrânia e Islândia chegaram a tomar a liderança da votação, em um processo onde os votos foram todos revelados em massa, com o número total de pontos sendo lançado goela abaixo dos participantes. Portugal, que estava no top 10 dos jurados, perdeu o ritmo por causa da baixa participação dos avecs fora dos países francófonos e do Reino Unido. No final, a disputa que parecia estar restrita a Suíça e França, acabou caindo no colo da Itália, que recebeu a bênção do Deus Metal e uma quantia generosa (até demais) de votos dos telespectadores para vencer o festival pela primeira vez desde 1990, não sem pular completamente a semifinal por ser um dos países financiadores do concurso. A Finlândia também foi bastante beneficiada pelo televoto, principalmente por ter um monte de vizinhos com relações parcialmente amigáveis.

A principal decepção ficou por parte do Chipre, que mesmo tentando converter a Europa inteira ao satanismo, sequer conseguiu chegar aos cem pontos contando os votos do televoto e dos jurados, tendo que se contentar apenas com os doze pontos do júri e da população grega, como sempre, e nenhuma canção em inglês ficou entre os três primeiros lugares. Os neerlandeses também apresentaram desempenho pífio com uma canção que recordava a história de sua seleção de futebol nos mundiais.

A Espanha comemorou ter passado de fase neste grupo da morte, mas terá que enfrentar o Massacration italiano nas quartas de finais. A Holanda pegará a França, enquanto a Alemanha ganhou uma vaga na Liga Europa.

Em resposta ao resultado, os britânicos anunciaram a criação da Superliga da Canção, junto com Hungria, Turquia, Marrocos, Mônaco, Luxemburgo, Liechtenstein, Kosovo, Líbano, Tunísia, Ilhas Faroe, Groenlândia, Gibraltar, Bielorrússia e Vaticano como finalistas fixos, com a ideia de ser um Festival da Canção com putas, bebidas, drogas e jogos de azar liberados. A EBU respondeu o anúncio ameaçando expulsar a BBC de sua lista de membros. A TVE admitiu que a Espanha recebeu uma proposta para entrar em tal certame, mas ainda está em estudos de viabilidade, enquanto fontes da RTP negam qualquer intenção de qualquer uma das partes de que Portugal se juntasse a tal Superliga.

As respostas dos outros países foram variadas. "Pelo menos não somos a Espanha", disse um dos representantes portugueses, agradecendo os tchecos pelos 12 pontos do júri, enquanto um dos espanhóis retrucou com "pelo menos não somos o Reino Unido, ainda somos reino, unido e parte da União Europeia". O anunciante dos votos do júri grego revelou no Twitter que o país deu os votos de 1 a 10 de forma aleatória, sendo informado apenas que a canção cipriota deveria receber os 12 pontos e que o papel com os votos contia apenas a frase "cite nove países quaisquer da Europa continental. Chipre não vale porque é ilha e os doze pontos são deles".


A RAI ainda não definiu qual será a cidade sede da edição de 2022 do festival, mas as casas de aposta já apontam a Terra do Metal como favorita.

Fontes

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