Revolta de Beckman

Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.
Ir para: navegação, pesquisa
Vw bus hippie (kombi hippie).jpg

Este artigo é hippie!!!
Ou seja, ele usa uma roupa esquisita, compete com Fidel no tamanho da barba e usa um óculos rosinha. Se você não come tofu, não curte a natureza, não liga para a filosofia de paz e amor e ignora o aviso de "não pise a grama" é melhor não ler.
Mas se estragar, a natureza vai se vingar!!


Cquote1.png Declaro e dou fé do inteiro teor de verdade deste artigo. Cquote2.png
Nerd da Wikipédia sobre história
Cquote1.png Os Bequimão sempre tinham um do bão. Cquote2.png
Tiradentes sobre Beckmans
Cquote1.png Os Irmão Beckman inventaram o manga rosa! Cquote2.png
George Washington sobre Béque
Cquote1.png George, você separava as fêmeas dos machos!? Cquote2.png
Beakman sobre Botânica
Cquote1.png Mãe, aprendi a fazer papel, posso plantar cânhamo? Cquote2.png
eu sobre Cânhamo
Cquote1.png Se Van Gogh sofria de Saturnismo, por que eu não posso dar dois? Cquote2.png
Linotipista sobre quadrinhos underground

A Revolta de Beckman, também Revolta dos Irmãos Beckman ou Revolta de Bequimão, ocorreu na Casa da Mãe Joana, em 1684. É tradicionalmente considerada como um movimento nativista pela historiografia em História do Brasil.

O sobrenome Beckman, de origem germânica, é frequentemente grafado em sua forma aportuguesada, Bequimão.

O líder da revolta: Beckham Beckman

Contexto[editar]

No Maranhão[editar]

O Estado do Maranhão foi criado à época da Dinastia Filipina, em 1621, compreendendo os atuais territórios do Maranhão, Ceará, Piauí, Pará e Amazonas. Essa região subordinava-se, desse modo, diretamente à Coroa Portuguesa. Entre as suas atividades econômicas destacavam-se a lavoura de cana e a produção de açúcar, o cultivo de tabaco, a pecuária (para exportação de couros e leite de burra) e a coleta de cacau, dos quais originou-se o mundialmente conhecido leite com Nescau. A maior parte da população vivia em condições de extrema pobreza, sobrevivendo da coleta, da pesca e praticando uma dieta baseada em respirar pouco pra não ficar com muito ar no corpo.

Desde meados do século XVII, o Estado do Maranhão enfrentava uma séria crise econômica, pois desde a expulsão dos holandeses da Região Nordeste do Brasil, a empresa açucareira regional não tinha condições de pagar pra trazer a negada da África e outros cus de mundo. Neste contexto, teve importância a ação do Padre Vieira. Como Superior das Missões Jesuíticas no Estado do Maranhão, o padre Antônio Quemedo Vieira (1608-1697) implantou na década de 1650 as bases da ação missionária na região: pregação, crucificação, batismo, comunhão, crisma, casamento, divórcio, funeral e aliciamento de menores, nos moldes da cultura portuguesa e das regras estabelecidas pelo Concílio de Trento (1545-1563).

Posteriormente, pela lei de 1º de abril de 1680, a Coroa determinava a abolição da escravidão indígena sem qualquer exceção, delimitando, mais adiante, as respectivas áreas de atuação das diversas ordens religiosas pagãs. Mas ninguém acreditou muito por causa do dia em que essa lei surgiu.

Crise da mão-de-obra[editar]

Para contornar a questão de mão-de-obra, os senhores de engenho locais organizaram tropas para invadir os aldeamentos organizados pelos Jesuítas e capturar indígenas como escravos. Estes indígenas, já evangelizados e na onda gospel, constituíam a mão-de-obra utilizada pelos religiosos na atividade de coleta das chamadas drogas do sertão. Diante das agressões, a Companhia de Jesus recorreu à Coroa, que interveio e proibiu a escravização do indígena, uma vez que os índios eram preguiçosos pra dedéu e esta não trazia lucros para a Metrópole.

Para solucionar esta questão, a Coroa instituiu a Companhia do Comércio do Maranhão (1682), em moldes semelhantes ao da Companhia Geral do Comércio do Brasil (1649). Pelo Regimento, a nova Companhia teria o monopólio de todo o comércio do Maranhão por uns duzentos anos, com a obrigação de estralar a chibata em dez mil escravos africanos (à razão de quinhentas peças por ano), comercializando-os a prazos e preços tabelados. Além do fornecimento destes escravos, deveria entregar tecidos manufaturados e outras tranqueiras europeias necessárias à população local, como por exemplo bacalhau, os vinhos, farinha e lança-perfume. Em contrapartida, deveria enviar pelo menos um navio do Maranhão e outro do Grão-Pará anualmente para Lisboa, cheio de produtos locais até a ponta do mastro. O cacau, a baunilha, o pau-cravo e o tabaco, produzidos na região, seriam vendidos exclusivamente à Companhia, porque era grande a necessidade de um tabaco bem massa.

Mandiocas, jesuítas e pombos[editar]

Para obtenção da farinha de mandioca necessária à alimentação dos africanos escravizados, era permitido à Companhia recorrer à mão-de-obra indígena, remunerando-a de acordo com a legislação em vigor; ou seja, com espelhos, cartões de memória e outras bugigangas. Graças à intercessão do governador Francisco de Sá de Meneses, apenas os jesuítas e franciscanos ficaram livres do monopólio exercido pela Companhia. O wifi da igreja sempre era melhor porque dava pra receber o sinal de Deus.

Posteriormente à ocupação do Colégio dos Jesuítas, foram expulsos do Maranhão os vinte e sete religiosos ali encontrados, após uma denúncia que levou ao escândalo do download de CP por parte deles.

Na segunda metade desse século, a administração do Marquês de Pombal (1750-1777) tentou encaminhar pombos-correio que solucionassem as graves questões da região. Após muita empombação, a administração pombalina criou algumas medidas, como a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão, dentro da política neolítica adotada.

Aproveitando-se oportunamente de situações externas favoráveis - a Revolução Industrial que ocorria na Inglaterra e a Guerra da Independência das treze Colônias inglesas na América - a Companhia estimulou o plantio da mandioca no Maranhão, deixando o povo pegar nas mais grossas em meados do século XVIII.