Forah

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A Forah ou Fodah é o conjunto de textos sagrados chineses escritos pelos seguidores de Nai Fudsu. Em suas páginas, encontram-se palavras de extrema sabedoria e que transmitem conforto às mentes angustiadas e oprimidas. Infelizmente, a maioria das pessoas não tem acesso à ela pois foi escrita em Mandarim, uma espécie de código morse criado pelos fudistas quando esta era uma crença proibida. No século 20, muitos seguidores do Fuda sofrem perseguições pelo regime de MAU Tsé Tung, porém, no Brasil, mais especificamente no Ceará, está sendo feito o maior trabalho mundial de tradução dos antigos pergaminhos da Fodah.

O controverso texto Diálogo de Nai Fudsu com o Arcanjo foi incluído, apesar de nem todos os Fudistas aceitarem este texto como a palavra de Nai Fudsu. Uma minoria acredita que este texto seja apócrifo, e queima todas as vezes que encontra este texto. Uma outra minoria acredita na legitimidade deste texto, e, quando encontra uma versão do Fodah que não tem este texto, o acrescenta, mesmo que tenha que escrever com o próprio sangue. A maioria dos fudistas, felizmente, está pouco se importando com isso.

Fodah Parcialmente traduzida[editar]

VOLUME I - DAS QUATRO FALAS[editar]

Capítulo 1[editar]

  • 1 Na China, no século IV, o imperador Fufuku reinava absoluto; seu poder era exercido com muito terror sobre o povo.
  • 2 Sábios e mestres pacíficos se juntaram num templo secreto, e planejavam uma mudança do império para algo de paz.
  • 3 O imperador descobriu esta ação secreta e começou a caçar um a um dos sábios. Então um deles traiu o resto; e disse onde era o templo secreto.
  • 4 O rei matou o traidor mesmo assim, mas antes disso prendeu a todos. Também pediu depoimento dos presos.
Escritor do Fodah

Capítulo 2[editar]

  • 1 Os depoimentos variavam:
  • 2 "Queríamos apenas uma vida melhor"
  • 3 "O Império é um terror"
  • 4 E todos iam sendo degolados, um após o outro. Até que chegou no depoimento de um homem; ora, este homem é chamado por Nai Fudsu.
  • 5 E disse Nai Fudsu:
  • 6 "Foda-se você, seu império e tudo o que está nele"
  • 7 E esta foi a Primeira Fala.

Capítulo 3[editar]

  • 1 A indignação do imperador Fufuku foi tamanha; e ameaçou com grandiosa raiva:
  • 2 "Irás morrer do pior modo possível! 10 mil homens passarão ralador de queijo em teus olhos e em teus órgãos reprodutores"
  • 3 Nai Fudsu respondeu:
  • 4 "Foda-se, estou pouco me importando pra isso"
  • 5 E esta foi a Segunda Fala. E viu o imperador que isso era revoltante.

Capítulo 4[editar]

  • 1 O imperador explodiu de fúria assassina e disse:
  • 2 "Serás enterrado vivo!"
  • 3 Nai Fudsu respondeu:
  • 4 "Foda-se, isso é o de menos"
  • 5 E esta foi a Terceira Fala. E viu o imperador que isso era mais revoltante ainda.

Capítulo 5[editar]

  • 1 O imperador ficou sem moral diante do povo, e disse:
  • 2 "Pois ficarás vivo então! E nunca mais poderás morar aqui!"
  • 3 Então Nai Fudsu pronunciou a sua célebre Quarta Frase:
  • 4 "Foda-se"
  • 5 O imperador liberou os presos restantes, e nunca mais quis ver a Nai Fudsu.
  • 6 O povo admirou a Nai Fudsu pela sua maestria com as palavras; e muitos passaram a segui-lo.

VOLUME II - DA FORMAÇÃO[editar]

Capítulo 1[editar]

  • 1 Os homens buscavam um sentido para a vida, e perguntaram ao sábio Nai Fudsu:
  • 2 "Ó grande Fudsu, o que é a vida?"
  • 3 Fudsu lhes respondeu:
  • 4 "Cara, a vida é o que há. Foda-se o resto. E foda-se você."
  • 5 Os homens ficaram maravilhados. E adotaram a ideia de Fudsu com total devoção. E todos os fins de semana várias pessoas iam ao encontro de grande mestre. E assim se fez.

Capítulo 2[editar]

  • 1 Nai Fudsu passou a ensinar às pessoas sobre suas ideias. Mostrava-se bastante iluminado; por isso mudou seu nome, e inverteu as letras: Nai ficou Ian. Por semelhança a Fudsu, converteu-o em Fuda. E Ian Fuda ficou.
  • 2 Os devotos o chamavam de mestre Fuda, ou simplesmente por Fuda. E esse nome foi escrito em rocha sólida.

Capítulo 3[editar]

  • 1 Povos distantes passaram a vir para China conhecer o Fuda e suas ideias. Esse movimento ganhou um nome. Ora, este é o movimento dos Fudistas, e eles seguem a filosofia do Fuda, a filosofia do Foda-se.
  • 2 Foda-se, e foda-se; e foda-se o resto. Por que foda é bom; o ruim é o lasca. E se lascar, foda-se.

VOLUME III - DA ORIGEM DO HOMEM[editar]

Capítulo 1[editar]

  • 1 Um grupo de peregrinos veio à China e perguntou a Nai Fudsu como o Homem foi feito. E o Mestre explicou:
  • 2 Os Deuses criaram o Mundo, mas o Mundo estava desabitado. Então os Deuses se reuniram, e resolveram disputar para ver quem faria a melhor criatura, aquela que Os iria adorar. Aquele que vencesse, dominaria o Mundo.

Capítulo 2[editar]

  • 1 O Deus Leão então se isolou na Floresta, passou 1000 anos preparando, e criou uma raça de criaturas corajosas.
  • 2 O Deus Águia então se isolou no Alto da Montanha, passou 1000 anos preparando, e criou uma raça de criaturas muito inteligentes.
  • 3 O Deus Cachorro então se isolou nos Campos de Caça, passou 1000 anos preparando, e criou uma raça de criaturas muito leais.
  • 4 E assim todos os Deuses foram criando as melhores criaturas.

Capítulo 3[editar]

  • 1 Exceto o Deus Wa-Shi-Fu-De. Este Deus era muito preguiçoso, levou apenas um dia e uma noite, e disse:
  • 2 Foda-se, vou fazer qualquer merda.
  • 3 E Wa-Shi-Fu-De foi ao mato, cagou, pegou a merda, e com ela fez o Homem.

Capítulo 4[editar]

  • 1 E assim foi feito. No dia combinado, todos os Deuses se reuniram, e mostraram as suas obras.
  • 2 No entanto, como o Deus Wa-Shi-Fu-De havia lançado a merda que ele fez ao Mundo 1000 anos antes, as suas criaturas se reproduziram, e vieram com um exército de 1.000.000 de homens.
  • 3 A criatura do Deus Leão, com sua coragem, a criatura do Deus Águia, com sua sabedoria, a criatura do Deus Cachorro, com sua lealdade, e todas as outras criaturas não foram páreo para as criaturas do Deus Wa-Shi-Fu-De, que, mesmo sendo uma merda, eram em número bem maior.
  • 4 E as criaturas do Deus Wa-Shi-Fu-De venceram as criaturas dos outros Deuses, e o Homem dominou a Terra.

Capítulo 5[editar]

  • 1 E Nai Fudsu disse: "Eis a sagrada lição: se tens um trabalho para fazer, diga Foda-se e faça-o de qualquer jeito. Serás um vencedor".
  • 2 E os peregrinos ficaram boquiabertos com tamanha sabedoria.

VOLUME IV - DA ASCENSÃO CHINESA[editar]

Capítulo 1[editar]

  • 1 No século IV, a China se viu em renovação; o espírito chinês era, por ventura, desencanado.
  • 2 Fudistas chineses construíram templos para o livre diálogo do Foda-se. O maior destes templos foi o templo de Fuda, o templo do Grande Nai Fudsu.
  • 3 Os templos fudistas eram lugares de paz e foda; não haviam lascas nestes lugares.
  • 4 Mais encontros entre chineses e chinesas se deram; e mais nasceram; e mais trabalharam; e mais venderam e compraram; e mais comércio existiu; e mais prosperidade se alcançou.
  • 5 Viram todos que a Quarta Fala era muito popular. Ora, esta é a Quarta Fala de Fudsu: Foda-se.

Capítulo 2[editar]

  • 1 Grupos japoneses se sentiram ameaçados pela expansão do império chinês; visto que estavam próximos, o líder da tribo de Min'Daoku, Min'Datantuku, decidiu atacá-los.
  • 2 A tribo dos Daoku, então, percorreu terra e mar, e chegou à China.
  • 3 Os fudistas os receberam, e perguntaram-lhes se queriam água para beber.
  • 4 Lhes responderam: Não queremos água, nem vinho, nem sakê e nem pães; nem casas e nem trabalho; nem mulheres e nem crianças; queremos o vosso conhecimento, ou vossa redenção.
  • 5 O grande Fuda se encontrava nos campos em volta do Grande Templo, pastoreando suas vacas e galinhas, quando os japoneses chegaram; então lhes perguntou: Quem é o líder de vocês?
  • 6 E Min'Datantuku lhe apareceu; e falou: Eu sou o líder.
  • 7 Fuda lhe disse: Não mais serás o líder deste grupo de fuleragens e baitolas. Serás agora um membro da Foda-se; e Honorável Baytolah será teu título.
  • 8 O jumento de Fuda, que estava preso no estábulo, nesse instante se soltou, e lançou-se em direção aos japoneses
  • 9 Datantuku foi então fodido; sendo o único dentre os fudistas a passar neste ritual (ser fodido).
  • 10 Assim nasceu o Honorável Baytolah; foi o grande Datantoku'kefikou'Baytolah.

VOLUME V - DA APARIÇÃO DO GRANDE PAI FODA[editar]

Capítulo 1[editar]

1 Não houve na China corrente mais forte do que o Fudismo; ora, é disto que se trata o Fudismo: foda-se.

2 O líder Nai Fudsu era jovem ao ser reconhecido como o Grande Fuda; e eis que veio um homem à sua procura;

3 era este homem chamado por Kagô, filho de Kagwei.

4 Perguntou Kagô a Fuda de onde teria vindo tal iluminação para a Foda-se.

5 Fuda respondeu-lhe: "Cara, não veio, já tinha".

6 E Kagô foi ao deserto, buscar uma iluminação; e por lá ficaria, por 23 dias e 23 noites. E isto ele fez

7 porque não tinha a luz do Foda-se.

Capitulo 2[editar]

1 Um novo dia nasceu para Kagô depois das 23 noites; e neste dia lhe surgiu Shun-li, a puta.

2 Disse-lhe Shun-li: "a verdade vos será revelada, Kagô; não cague o pau. Alcançarás a fudição, e serás

3 tido por fudista antes do sol se pôr."

4 Questionou-lhe Kagô: "ora, como sabes meu nome? E porque me falas?"

5 Disse-lhe Shun-li: "Teu nome sei, e muito do resto também; ora, sou eu, A Profetisa do Grande Pai Foda, caralho!"

6 Respondeu-lhe Kagô: "como podes dizer tal cousa? Acaso sabes que é uma puta? e ainda, meio redonda?"

7 E lhe disse Shun-li: "Tolo! Sou mais que uma mera puta! Sou o iluminadora dos fudistas! Isto é apenas

8 um traje que cobre minha verdadeira identidade.

9 E afirmo isso, que a verdade é essa: foda-se!"

10 E Kagô deitou com Shun-li; e fudista se tornou. Seu filho, Kagado, nasceu. Era Kagô agora chamado por Fodenos; e seu filho, Fudatis. E desfrutaram de paz e foda.


VOLUME VI - DOS PAGODES PORTUGUESES E CHINESES[editar]

Capítulo 1

1 O fudismo havia penetrado com força na China antiga, fazendo os fudistas comemorarem até não aguentarem mais

2 As festas fudistas eram comandadas por Kukimata, o fudista mais desprovido de preocupações, muitas vezes metia o foda-se para o próprio fudismo para festar

3 Kukimata queria fazer algo mais foda do que ele já havia feito, então no 1° dia, ele criou a festa chamada Karna-Vals (Do português, Carnaval), que era uma festa em que tudo seria permitido

4 No 2° dia, os preparativos já estavam completos, já havia muita carne e bebida para todos

5 No 3° dia, a festa se iniciou, aquilo era algo mais significativo para os fudistas do que para o restante, pois eles conseguiam sentir a energia de um Foda mais alto naquele ambiente

6 Então as putarias e malandragens se iniciaram quando a população chinesa que não era fudista começou a entrar no grande Karna-Vals

Capítulo 2

1 O rei português mandou os seus melhores homens para comercializar com a China

2 Então assim, os grandes navegadores portugueses pegaram seus barcos e partiram rumo à China, atrás de conhecimento e especiarias

3 Atracaram na praia chinesa, e assim adentraram a vila, que já estava tomada pelo ritmo de Karna-Vals

4 Os portugueses adentraram na festa escondidos, pois a população chinesa já estava muito bêbada para diferenciar quem era estrangeiro

5 Neste exato momento, Nai Fudsu queria ir festar, mas meteu o foda-se e continuou a dormir

6 Com Nai Fudsu dormindo, e a população chinesa festando, Kukimata percebeu que haviam umas pessoas diferentes ali, mas estava tão bêbado, que simplesmente meteu o foda-se

Capítulo 3

1 Com o Karna-Vals acontecendo, os Portugueses perceberam que não havia nada para fazer, a não ser beber, comer e fuder, assim, os portugueses juntaram pedaços de couro e algumas moedas que encontraram e fizeram o Pandeiro, e assim os chineses apreciaram a criatividade dos portugueses, mas meteram o foda-se, pois não saberiam usar aquilo

2 Os portugueses começaram a tocar o pandeiro, mas Kukimata percebeu que os sons não estavam legais, e então, buscou seu tambor que tinha feito para festas, e começou a tocar no mesmo ritmo

3 Ainda não satisfeito, Kukimata decidiu chamar alguém para cantar uma melodia, enquanto eles tocavam os instrumentos, a assim a combinação ficou completa, surgindo o Sham-ba (do português samba) e assim todos os chineses se sentiram mais alegres e mais dispostos para festar

4 Com isso, a festa acabou no seu 7° dia, e a população chinesa ficou 3 dias de ressaca, mas agradecidos pela grande comemoração, que se tornou anual, pois comemorava a criação do fudismo e sua expansão

5 Os portugueses levaram o samba para Portugal, e lá se popularizou, mas ficou ainda mais famoso a partir da colonização de um país chamado País de Vera Cruz (Atual Brasil)

VOLUME VII - DAS GUERREIRAS TCHECAS E DO CRESCIMENTO DO NEPAL[editar]

Capítulo 1 1 Os ensinamentos do sábio Nai Fudsu cresceram muito e se espalharam para fora da Ásia, chegando até a Boêmia. 2 Os boêmios também adotaram a palavra do Grande Fuda, e passaram a praticar seus ensinamentos 3 No entanto alguns destes desvirtuaram seu caminho e passaram a usar o lado sombrio da luz do Foda-se, que na verdade é o Lasca, e colocaram no mundo uma grande quantidade de filhos e filhas, deixando-os a própria sorte numa sociedade que não tinha a palavra do Grande Nai Fudsu 4 E isto causou muita desordem na Boêmia, e foi das filhas dos boêmios fudistas que nasceram as tchecas 5 Por isso causou-se uma grande comoção na sociedade boêmia, devido à má interpretação da palavra do Fuda, e muitos viram aquilo como algo mal; 6 E uma cruzada se formou para ir combater os fudistas

Capítulo 2 1 Ocorre que um grupo de combatentes era formado por mulheres, e elas decidiram atacar os redutos dos fudistas, passando pela Índia, até chegar ao Nepal. 2 A investida das combatentes tchecas foi voraz, e muitos indianos e nepaleses fugiram. 3 Mas eis que a Profetisa do Grande Pai Foda, que naquele tempo cuidava com carinho do Nepal, convocou o Grande Pai Foda e seu filho Fudatis. 4 E disseram-lhes: “Vós precisais acalmar os corações e outras partes das anatomias destas guerreiras, antes que elas arranquem fora o Nepal da existência” 5 E assim foram os fudistas, com 100 homens, enfrentar um exército de quase 700 guerreiras tchecas. 6 E antes que elas pudessem atacar, disse Fudatis, o filho da Profetisa do Fudismo: “Paz e Foda!”

Capítulo 3 1 Mas as guerreiras tchecas lhes responderam: “não queremos saber da tua crença, pois tua palavra destruiu nosso país. Nossos pais fizeram filhos e filhas que nunca receberam cuidado, fomos abandonadas. A Boêmia é um local de degradação moral por causa da vossa fé” 2 Mas o sábio Fudatis lhes respondeu: “não é verdade, a fé de vossos pais não era o verdadeiro Fudismo; antes, era a fé nos lascas” Mas vós não estais lascadas, pois nunca é tarde para deixar a luz do Fuda entrar no vosso ser 3 E lhes disse a profetisa Shun-Li: “Não podereis jamais cortar fora o Nepal, pois nossos exércitos são muito mais fortes. Mas nós não lhes desejamos fazer qualquer mal. Antes, juntem-se a nós, e fareis o Fudismo e o Nepal crescerem ainda mais” 4 Assim as guerreiras tchecas conheceram a palavra do Fuda, 5 Algumas ficaram por lá, e ajudaram o Nepal a continuar crescendo todos os dias; outras voltaram à Europa, e ajudaram a propagar o verdadeiro Fudismo aos Boêmios. 6 Assim, as boêmias viraram tchecas, e o Fudismo do Nepal lhes penetrou sem encontrar resistência.

VOLUME VIII - O POVO HAN E OS CAÇADORES DE PERERECA[editar]

Capítulo 1 1 O povo han se alimentava da carne das pererecas dos pântanos chineses

(EM TRADUÇÃO)

VOLUME IX - DO CERVEJETARIANISMO[editar]

Cervejetarianismo.

Capítulo 1 1 Decididos a tratar bem das pererecas, o povo han decidiu-se comer vacas. 2 Isto entanto causou conflito com os hinduístas, que acreditavam que as vacas eram sagradas, e isto causou conflito entre hindus e chineses que viviam no Nepal. 3 Tal discussão chegou ao conhecimento do grande Nai Fudsu, na China, que todas as noites, em seu templo, consolava algumas de suas fieis com profundidade, usando sempre o seu cajado. 4 Então o Mestre Fuda desceu da China e foi até a área do conflito 5 Tendo sempre muito cuidado para não tropeçar e cair de quatro no chão do Nepal, visto que não conhecida o terreno e sempre tomava cuidado para não ser surpreendido pela retaguarda.

Capítulo 2 1 Nem mesmo, no entanto, o Mestre Fuda conseguia resolver o impasse entre os fudistas han e os hindus. 2 Pois os fudistas han queriam fomentar em seus pagodes a prática de abater vacas 3 Mas os hindus lhes diziam que para eles, as vacas eram sagradas, e os fudistas lhes respondiam: “foda-se!” 4 E uma batalha se iniciou, porém os fudistas eram em maior número, e cercaram os hindus. 5 Antes, porém que algo pudesse ocorrer, o Fuda apareceu-lhes e disse “Paz e Foda! Vós deveis ver que a Palavra do Foda-se não é um “foda-se” de raiva, mas um foda-se de desprendimento. Conhecereis o foda-se, e o foda-se as libertará” 6 E os fudistas lhes perguntaram “Grande Fudsu, devemos ou não comer vacas, pois eis que os infieis vem aqui e desafiam nossos pagodes, querendo que neles não haja mais carne” 7 E Nai Fudsu lhes respondeu: “Isto é com a vossa consciência, e não sou que direi o que deves ou não fazer. Apenas digo isto: vós, os han, matavam as pererecas, enquanto hoje eu cuido delas com bastante carinho” 8 “Como podes desta forma querer impor aos hindus que eles comam vacas? “ 9 “Pois eu lhes digo que também não como vacas, embora adore uma maminha, e principalmente um lombinho” 10 Então disse um líder dos han: “Mas mestre Fuda, como resolveremos esta contenda?” 11 E Nai Fudsu lhe respondeu: “Ora, proponho um churrasco, no Pagode Central da Cidade, e será organizado por minha sacerdotisa, e por suas discípulas diretas”

Capítulo 3 1 E assim se fez: fudistas han e brahmanistas se sentaram lado a lado e confabularam juntos, praticando o livre diálogo do foda-se. 2 Ali foi instituída uma filosofia antiga dos fudistas, o churráscool, pois ao invés de churrasco, só havia vinho, saquê e cerveja, especialidade das guerreiras boêmias que agora viviam entre os fudistas do Nepal. 3 Os fudistas e os brahmanistas rapidamente se embrigaram, e naquele dia, apenas as sacerdotisas puderam se servir da carne – linguiça 4 Assim, o Grande Fuda retornou à China.

VOLUME X - DOS FALSOS PROFETAS[editar]

(em tradução)

DIÁLOGO DE NAI FUDSU E O ARCANJO[editar]

Introdução[editar]

Assim é o paraíso segundo a Fodah, e você não precisa pregar, nem matar ninguém pra ir pra lá. Aliás não precisa nem acreditar, pois Fuda ou a profetisa Shun-li irão atrás de você de qualquer forma.

1 Quando era jovem, Nai Fudsu estava em dúvidas sobre qual Caminho ele deveria seguir.

2 Então Nai Fudsu se recolheu às montanhas, encontrou uma caverna onde havia ervas alucinógens, e fumou algumas.

3 Quando ele saiu da caverna, seus companheiros viram que ele estava com as pupilas dilatadas, a respiração ofegante, e transpirava demais.

4 Eles perguntaram o que havia acontecido, mas Nai Fudsu simplesmente respondeu: Fodam-se, não vou dizer.

5 Anos depois, pressentido que a Morte chegava, Nai Fudsu chamou seus discípulos mais fiéis, dizendo que queria fazer uma revelação.

6 Seus discípulos mais fiéis, porém, responderam Foda-se, temos coisas mais urgentes, e não vamos agora

7 Nai Fudsu ficou feliz, vendo que eles haviam aprendido. Então ele teve que se contentar em comunicar a mensagem aos seus discípulos menos fiéis.

8 E ele contou, e pediu que eles escrevessem em pergaminhos de grande durabilidade, que guardassem os pergaminhos em urnas de grande durabilidade, e que enterrassem estas urnas, e que estas urnas só fossem abertas depois de 500 anos.

9 E isto foi feito, e quando as urnas foram abertas houve muita discussão entre os fudistas sobre se o texto era realmente a palavra de Nai Fudsu, ou uma invenção dos seus discípulos.

10 Mas o bom senso fudista prevaleceu, e, desde aquela época, os bons fudistas tem apenas um veredito sobre a autenticidade destes textos

11 E o veredito é: Foda-se!

12 Eis a verdade (ou não; foda-se) sobre o que Nai Fudsu viu e ouviu quando estava meditando e fumando nas cavernas sagradas.

Capítulo 1[editar]

1 Eu estava muito perturbado, e com muitas dúvidas sobre o mundo, a vida e a verdade

2 Então eu encontrei uma erva, e eu a fumei; e um cogumelo branco, e dele eu fiz chá, e o bebi

3 Mas a verdade ainda não chegou a mim

4 E eu gritei: Será que não é possível saber a verdade?

5 Então eu gritei de novo: Foda-se, vou embora daqui

6 E neste momento, um grande vulto apareceu na minha frente

7 E o vulto tomou a forma de um homem, e ele tinha grandes asas brancas como uma grande águia, e de seu rosto saía muita luz.

Capítulo 2[editar]

1 E o vulto me disse: Eu sou um anjo do maior de todos os deuses. E eu farei de você meu profeta.

2 E eu respondi: Eu não mereço esta honra. Foda-se esta honra.

3 E o anjo ficou impressionado com a minha audácia. E ele disse: Vá, e diga ao mundo: todos devem adorar apenas ao deus a quem eu sirvo. Quem não o servir deverá ser passado ao fio da espada.

4 E eu respondi: Foda-se esta lei. Eu não mandarei ninguém passar outra pessoa ao fio da espada.

5 O anjo ficou furioso, e disse: Vá, e diga ao mundo: aqueles que se alimentarem de porco, ou aqueles que se alimentarem de vacas, ou aqueles que comerem carne na sexta-feira, ou aqueles que comerem cheeseburger, irão para o Inferno onde sofrerão torturas por toda a eternidade.

6 E eu respondi: Foda-se esta lei! O homem deve se alimentar de forma saudável, podendo ser cervejetariano, conforme suas próprias convicções; e quem deve decidirá o que é saudável são os médicos e não os deuses ou seus representantes.

Capítulo 3[editar]

1 Então o anjo me levou para a montanha mais alta da terra, ou eu devo ter imaginado isso já que estava mesmo muito doidão, e me disse:

2 Eis todos os reinos da terra. Junte seus seguidores, forme um exército de fanáticos, diga que aqueles que morrerem lutando pela sua causa irão para o Paraíso, e todo o mundo será seu.

3 E eu respondi: Foda-se a conquista do mundo, eu não quero isto

4 E o anjo mostrou uma caixa mágica, e nesta caixa havia um retângulo de onde saía luz. E esta luz tomou forma, e mostrou as mais belas mulheres do mundo, e elas estavam nuas.

5 E o anjo me disse: Diga aos seus seguidores que cada homem pode ter até quatro mulheres, mas o Profeta de Deus, que é você, poderá ter todas elas. E elas se submeterão a você.

6 E eu disse: Esta oferta é muito tentadora, mas eu devo dizer Foda-se também. Eu as quero, mas eu prefiro conquistá-las pela minha lábia do que através de mentiras.

Capítulo 5[editar]

1 Então o anjo me entregou um pesado livro, e disse:

2 Eis o livro dos mandamentos do meu deus. Aqui tem tudo que você precisa para fundar uma grande religião, que irá conquistar um vasto território, oprimir milhões de pessoas e exaltar seu nome acima de todos os outros homens.

3 E eu peguei o livro, e fumei cada uma das suas páginas, dizendo: Fodam-se suas leis e suas regras.

Capítulo 5[editar]

1 E o anjo disse: "Nai Fudsu, tu és um grande babaca! Tu recusas todas as propostas do meu deus, mas outros não recusarão. Eu voltarei, criarei várias outras religiões, cada uma mais violenta e fanática que a anterior. E estas religiões lutarão entre si, e perseguirão os seguidores umas das outras, o os torturarão. E, um dia, não mais haverá quem diga 'Foda-se'".

2 E eu disse: "Foda-se, você pode ter razão quanto à conquista do mundo, mas sempre haverá quem diga 'Foda-se'."

3 E o anjo partiu, vendo que não havia mais o que argumentar.

4 E eu saí da caverna, e então eu sabia tudo o que precisava saber sobre o mundo, a verdade e a vida.

5 E tudo se resume a uma frase: "Foda-se".

Ver também[editar]