Fado

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O Fado é a música oficial de Portugal para os turistas que acham que o país inteiro se resume a Lisboa, e a razão pela qual não existem emos em Portugal, pois o fado consegue ser mais triste do que a música emo. É considerado património cultural imaterial da humanidade e uma das pernas do tripé cultural português, junto com o futebol e o culto a Fátima.

História[editar]

As origens do fado são desconhecidas, mas existem hipóteses de que ele nasceu com os muçulmanos do Algarve, deprimidos por terem sido expulsos da península ibérica à força. Outra hipótese diz que este estilo musical nasceu com os marinheiros, enquanto outras dizem que ele nasceu graças à fusão de ritmos africanos desconhecidos, pois africano não faz música triste e lenta.

Durante as décadas de 30 e 40, ganhou a popularidade forçada que tem até hoje, se criaram as Casas de Fado, e o género se profissionalizou, tanto que era necessária uma carta de cantoria cujo teste final era uma apresentação para agentes da PIDE, sob o risco de prisão em caso de falhanço ou se a letra de alguma das canções desagrade os censores. O fadista deixa as tavernas e passa a se apresentar nos teatros, com alguns sortudos ganhando projeção internacional.

Em Lisboa[editar]

O fado, primeiramente, teve popularidade apenas em Lisboa, mas, para fins de propaganda, foi tomado como a música portuguesa por excelência, principalmente por retratar que a vida é uma ganda duma puta e tudo é dor, sofrimento, saudade de algo ou alguém e tristeza pura. Por não ter nascido dentro das igrejas, e sim nas tavernas, onde se reuniam desde nobres até lavradores, foi condenado pela Igreja Católica, assim como qualquer coisa que não tenha vindo de lá. O fado lisboeta pode ser acompanhado de piano, violino, violoncelo ou até mesmo uma orquestra inteira.

Amália Rodrigues, divindade suprema do fado lisboeta. Qualquer tipo de criticismo à sua imagem é passível de execução sumária a golpes de guitarra portuguesa enquanto se é enforcado pelas cordas da mesma

Em Coimbra[editar]

Em Coimbra, apenas os homens são permitidos a cantar fado. O mais velho é o professor

O Fado de Coimbra retrata a vida académica daquela cidade, com temas como "fui praxado e me rasparam o cabelo" ou "chumbei na cadeira de seis créditos porque o stor se recusou a arredondar a minha nota" ou "o meu curso é melhor que o teu", ou "o meu curso é uma grande merda". O fado em Coimbra é cantado à noite, no meio da rua, para irritar o máximo de pessoas possível, ou para fazer uma serenata a uma azarada que esteja no meio da rua ou cometeu o erro estúpido de ir à sacada do prédio para fumar. Por causa dos parcos recursos disponíveis, o fado de Coimbra é tocado apenas com uma guitarra, geralmente trazida de casa pelo estudante. Estes se reúnem nas tunas académicas, que às vezes viajam para competir com tunas de outras instituições para ver quem toca com mais incompetência.

No resto do país[editar]

Literalmente não existe, sendo feito apenas por poucas almas de lisboetas ou gente que voltou de Lisboa, sendo cantado para turistas.

Como fazer fado?[editar]

  • Em primeiro lugar, você TEM que cantar fado usando preto SEMPRE. Se fores de Coimbra, tens que cantar trajado, pois o fado é estritamente proibido aos que não são estudantes. Se és mulher, vá pra Lisboa. Não és bem-vinda neste ambiente universitário.
  • JAMAIS se canta fado durante o dia. O fadista esconde sua identidade, se revelando apenas durante a noite, como um vampiro.
  • Cante sobre tristeza, amargura, depressão, sobre a tua gaja estar a pinar com outro, sobre saudades de outros tempos (preferencialmente os que não vivestes), tragédias, a noite, Lisboa (ou Coimbra). Podes falar sobre touradas ou matar a tua namorada que te traiu, mas tem cuidado com as consequências.
  • Portugal se resume a Lisboa ou Coimbra. Os tripeiros não gostam de fado, então eles não existem mais para ti.