Deslivros:Minha nova vida como um Mafagafo

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Livro preferido dos Mafagafos.

Esse deslivro narra a história de um jovem acreano que irá ter sua vida simples e mundana transformada de maneira inédita, passando por momentos de pura adrenalina e terror ao encontro com a verdadeira felicidade. Junto com sua mais nova bíblia (On the Mafagafians and other Essays) ele irá buscar a realização de seus sonhos mais utópicos e revelará as pessoas uma nova perspectiva sobre os dogmas da sociedade acreana e revolucionará a forma como todós nós conhecemos os Mafagafos.

Parte I[editar]

Capítulo I- A vida comum

Meu nome é Otavio, tenho vinte e dois anos e vivo na cidade de Rio Branco, recentemente terminei o ensino médio no supletivo da professora Dercy e estava pronto para correr atrás dos meus sonhos. As coisas iam muito bem na minha vida, minha namorada havia aceitado casar-se comigo, passei em segundo lugar no vestibular da UFAC e estava fazendo um estagio como trainee de empacotador de salsicha na Iniciativa Dharma.

Porem eu mal imaginava que todo esse esplendor iria acabar-se em pouco tempo... Era uma sexta-feira, acordei cedo só que mais cedo do que costume em razão de um pesadelo que tive, e não consegui mais dormir, sem dúvida isso era um sinal do que estava por vir. Tentei esquecer o sonho ruim e fui para o trabalho, fiquei momentaneamente feliz por não ter ficado preso no trânsito, algo inédito, cheguei no trabalho uma hora antes e fui tratar de adiantar serviço que estava pendente pois no dia anterior faltei o trabalho em razão de ir a delegacia fazer o B.O. do furto do meu cachorro. No fim do dia estava muito alegre pensando na viagem em que iria com minha noiva para o interior, fui desligar o pc e surgiu uma tela azul de erro, algo comum no meu win95 só que essa tela era diferente pois dizia algo como "All your base are belong to us" seguido do numero 666 repetindo-se inúmeras vezes, não entendi o que era aquilo, acho que deve ter sido algum vírus.

Sai do trabalho e fui direto para a casa onde minha noiva me aguardava com as malas prontas, ao contrario do que pensei as malas não eram para nossa viagem no feriadão, eram porque ela estava me deixando, ela nem me deu muita explicação apenas disse que foi precipitado ter tomado a decisão de casar comigo e pediu um tempo para pensar, eu atônito não tive ação apenas chorei como um emo e tentei implorar que ela ficasse pois eu a amava, mas foi inútil, ela já tinha chamado até o táxi, foi embora sem nem dizer tchau. Eu não estava acreditando, um dia atrás tudo estava ótimo e agora as coisas acontecem assim! Comecei a pensar no que podia ter acontecido, será que ela foi possuída por algum encosto? Teria ela sido abduzida e sofrido algum tipo de reprogramação mental? Por fim cheguei a conclusão mais plausível, ela deve ter virado lésbica. Fiquei chateado pois eu não me importaria se ela transasse com outras mulheres desde que eu pudesse participar também, mas nem tudo sai como a gente espera. Tentei por dias entrar em contato com ela porém minhas tentativas eram em vão. Fui tentando tocar a vida pois ainda tinha um futuro brilhante pela frente.

Capítulo II-A decepção

Um dia qualquer quando estava chegando ao trabalho percebi que as pessoas estavam me olhando de forma esquisita e rindo, no principio ignorei até chegar na minha sala e meus colegas começarem a fazer piadas, tentei fingir que não era comigo, mas não adiantou, irritado perguntei o que estava acontecendo então alguém atirou um jornal na minha mesa, quando olhei fiquei perplexo, na capa um dos destaques dizia: "Renomado físico encontra o amor em Rio Branco" continuei lendo e entendi o que estava acontecendo, minha noiva havia me trocado por um tal de Stephen Hawking! Aquele andróide maldito da ciência, preferia que ela tivesse virado lésbica!

Rasguei o jornal e sai correndo do trabalho, fui para casa, no caminho estava pensando porque ela teria me trocado por um paraplégico-andróide-ciborg com a voz sintetizada, se ela fosse apaixonada por física ou alguma dessas ciências de ficção cientifica tudo bem, mas ela trabalhava como garçonete e que eu saiba nunca foi muito estudada. Acho que nunca vou saber por que isso aconteceu. Após superar a depressão e ficar só puto da cara, resolvi recomeçar minha vida, apenas ainda não sabia o que fazer. Um dia eu estava arrumando a minha casa e além de ter descoberto que minha ex havia levado nas malas não somente as coisas dela mas parte das minhas também, incluíndo a coisa mais preciosa que eu tinha, um autógrafo de Chuck Norris.

Capítulo III-Uma nova esperança

Estava furioso até que no meio daquela bagunça tropecei em um livro estranho, fui ver o que era e na capa puder ler "On the Mafagafians and other Essays" parecia ser algum daqueles livros chatos de escola, mas resolvi dar uma olhada, acabei ficando impressionado com o que dizia ali, na verdade eu nem sabia que essas criaturas chamadas Mafagafos existiam aqui, os antigos contam que seres com essas descrições vivem na parte mais escura do Bosque da Escuridão que fica ao pé das montanhas afro-escocesas, agora entendo porque ninguém vai para aqueles lados e os que vão não voltam.

Um Mafagafo encarando você

Fiquei fascinado por aquele animal, todo o poder e o respeito que tinha entre as pessoas e suas incríveis habilidades de camuflagem, resolvi apreender mais sobre essas criaturas. Passaram-se algumas semanas e eu já me considerava um expert nesse assunto, cada vez que eu apreendia algo sobre os Mafagafos mais queria saber. Um dia tive uma idéia incrível, resolvi fazer uma expedição até onde dizem que eles vivem, só que ao invés de ir com uma roupa amarela (que os afasta) eu tive a brilhante idéia de fazer uma espécie de traje que me deixasse o mais parecido possível com um Mafagafo, pois tinha o objetivo de estudar as interações sociais entre os indivíduos da espécie e nada melhor para isso do que se parecer com um deles. Juntei um tapete velho marrom e alguns pedaços de tecido e montei meu traje Mafagafo, só faltava agora eu ira até o Bosque da Escuridão e infiltrar-me em seu habitat.

Parte II[editar]

Capítulo I-A Expedição

Após dias de caminhada em meio a mata densa, superando milagrosamente todos os obstáculos e perigos naturais, deparei-me com algo espantoso, uma ossada de baleia onde os ossos estavam roídos e em algumas partes quebradas e destroçadas, logo a frente enxerguei restos do que parecia ser um dragão mais ou menos do tamanho do Shen Long com as mesmas características nos ossos e assim se seguiu o caminho todo, fosseis, restos de animais, humanos e até mesmo alguns mamutes, mesmo com meu traje de Mafagafo eu estava apavorado com as coisas que estava vendo, comecei a perguntar-me se iria sair vivo dessa, desde que entrei na parte mais densa da mata sinto que estou sendo continuamente observado, talvez a única coisa que esteja impedindo de eu ser cruelmente devorado seja justamente o meu traje.

Pelo caminho você verá placas como essa.

No final do caminho de ossadas vislumbrei o tronco de uma velha arvore, era muito grande tipo uma sequóia criada a toddy e na base da mesma havia uma espécie de entrada, que parecia mais uma caverna, olhei e vi a partir da entrada que havia uma descida muito íngreme, quando tentei entrar acabei escorregando e cai até o final do túnel acho que estava há uns cem metros abaixo da terra, fiquei puto da cara pois além de não conseguir subir de volta havia rasgado o meu traje de Mafagafo da minha mão esquerda até o ombro. Pensei comigo mesmo "porra vim até aqui, enfrentei diversos perigos para acabar preso num buraco! Não posso desistir, tenho que honrar a roupa que estou usando!!!" Foi quando literalmente vi uma luz no fim do túnel, era fraca fui me aproximando pensando que pudesse ser alguma saída, mas não era saída era uma grande fogueira e ao redor da fogueira haviam habitações escavadas na rocha uma coisa que me chamou a atenção foi o fato das chamas da fogueira serem azuis, fiquei por alguns momentos sem fôlego de tamanha surpresa e satisfação, teria eu descoberto uma civilização toupeira perdida? Ou quem sabe uma comunidade de anões neandertais ou quem sabe ainda uma tribo subterrânea de alienígenas franceses...

Resolvi parar de imaginar o que seria e ir lá ver, cheguei na tal fogueira e para meu espanto não havia ninguém lá, estava muito escuro então peguei um pedaço de madeira que estava na fogueira e improvisei uma tocha, resolvi adentrar uma das casas escavadas na rocha, quando entrei levantei a tocha e apontei na direção do primeiro quarto e a cena que vi foi algo praticamente indescritível, quase caguei nas calças, eram nada menos que pelo menos 6 Mafagafos hibernando sobre peles de mamute albinos, naquela hora eu congelei não conseguia mover um músculo tamanho era meu pavor, até que pensei "não preciso me preocupar, é só fingir que sou um deles" e então lentamente sai para fora da casa, muito entusiasmado, nunca ninguém antes tinha chagado tão perto de um Mafagafo e sobrevivido (exceto Chuck Norris) comecei a planejar como iria integrar-me na sociedade que parecia existir ali, era uma chance inédita para dar continuidade a obra de Dr. Roberto com informações muito mais detalhadas sobre como viviam essas criaturas.

Capítulo II-O Encontro

Enquanto eu fazia planos ouvi alguns sons de passos seguidos de grunhidos, parecia um grupo de Mafagafos voltando de uma caçada ou algum raid que fizeram em qualquer cidade, fiquei nervoso não sabia como reagir, resolvi deitar-me em um canto e fingir que também estava hibernando, para poder observá-los, para minha felicidade deu certo, eles não me notaram, era um grupo composto de uns 10 sujeitos, todos mal-encarados, traziam nas costas os prêmios de sua caçada, dois unicórnios, um velociraptor e um kraken, todos estes parcialmente comidos.

Achei impressionante a organização da espécie de tribo que eles criaram, certamente essa é umas das mutações que Dr. Roberto citou em seu livro, possivelmente eles desenvolveram um mínimo de inteligência em detrimento do característico estilo brutal, assassino e destruidor. Em certo momento pensei que eles estavam lutando entre si, mas na verdade era algum tipo de exercício de combate corpo-a-corpo, após estes exercícios eles reuniram-se ao redor da fogueira de fogo azul e começaram a devorar o que tinham caçado, em alguns minutos só restaram alguns ossos pelo chão, resolvi ser ousado e aproximar-me um pouco mais perto para ver melhor o que faziam, até que um deles olhou rapidamente para mim quando me levantei, fiquei paralisado de medo, seus olhos eram como olhar para um poço sem fundo preenchido de fúria e maldade, mas por intervenção divina acho que ele resolveu ignorar-me e voltou a fazer o que estava fazendo, a primeira coisa que pensei foi "Uhull meu traje funciona" e a segunda foi "Tente agir naturalmente" mas como um Mafagafo age naturalmente???!!!

Resolvi abusar da sorte e cheguei mais perto ainda, vi que eles estavam praticando uma espécie de jogo com alguns ossos dos animais que haviam devorado. Na maior parte do tempo eles ficavam em silencio mas encaravam-se como se estivem entendendo-se, deduzi que eles podem se comunicar telepaticamente e também de forma secundária por intermédio de alguns ruídos que produziam. Por mais incrível e perigosa que fosse aquela situação eu estava realmente pensando que estava integrando-me com eles, avancei mais na direção do grupo tão perto que pude ver o aspecto da pele deles, diferente do que todos falavam a pele de um Mafagafo não parecia ser macia e felpuda e sim áspera e grossa como uma lã de aço cem vezes mais densa e resistente que Bom Bril, por um instante me distrai e no impulso quis sentir a textura da pele de um deles (Eu realmente jamais deveria ter feito aquilo) agora tive a certeza que a pele deles NÃO era macia e felpuda, porque quando mal encostei minha mão a pelagem dele rasgou minha luva e cortou minha mão, ao mesmo tempo que queimava como se tivessem derramado ácido sulfúrico com suco de limão e sal, tudo ao mesmo tempo na minha mão ferida, acho que eles devem ter os pelos recobertos por algum tipo de toxina, senti uma dor insuportável e esbocei um gemido, quando fiz isso e percebi a burrada já era tarde, todos olharam na minha direção e fizeram alguns ruídos apavorantes que não entendi nada, pensei agora é o fim, vou ser devorado, comecei a recuar lentamente mas tropecei na porra do chifre do unicórnio que haviam comido e cai, nesse instante o rasgão que tinha ficado no meu traje na parte do braço esquerdo se abriu e acho que eles perceberam tudo, que eu era um Mafagafo falsificado, levantei rapidamente e puxei do bolso um bloco de post-it que havia guardado como último recurso.

Capítulo III-Correndo pela vida

Trajes como estes podem salvar sua vida.

Eles ficaram parados por um instante e nesse instante eu corri com todas as minhas forças para os túneis, eles vieram atrás de mim foi quando eu escutei um barulho de água como se houvesse um tipo de rio por perto, segui esse som e dei de cara com um rio subterrâneo, era minha chance de escapar, comecei a procurar algo que pudesse usar para flutuar no rio pois eu não sabia nadar, encontrei um pedaço de osso parecia um fêmur de algum dinossauro, estava bem decomposto e era bem poroso, perfeito, quando fui levantar o osso e me jogar na água com ele senti uma mordida violenta no meu braço esquerdo olhei apavorado e um dos Mafagafos havia devorado meu braço esquerdo, fui burro pois ele me pegou bem na hora que soltei o post-it para pegar o osso, comecei a remar com o braço direito na tentativa de fugir, para o meu desespero eles eram ótimos nadadores, num flash de memória lembrei que por baixo do traje de Mafagafo eu estava vestindo um macacão amarelo, comecei a tirar imediatamente o traje e para minha surpresa funcionou, eles começaram a fugir quando me viram com a roupa amarela.

O que sobrou do meu braço esquerdo estava tremendamente inchado e infeccionado o inchacho e a infecção eram tanta que chegaram a estancar o sangramento, senti um cheiro ruim e vi que alem de pus estava saindo sangue com cheiro de podre, porra! O resto do meu braço além disso tudo estava apodrecendo em uma velocidade incrível. Mas não perdi as esperanças, disse para eu mesmo que enquanto não concluísse a obra de Dr. Roberto eu não iria morrer, acabei desmaiando e a corrente me levou, cerca de uns dois dias depois acordei com dores por todo o corpo, eu estava na margem de algum lugar, com as poucas forças que tinha sai da água e cheguei até uma estrada de chão fui andando por ela e parei próximo a um riacho para descansar, acabei dormindo e pela manhã fui acordado por uma patrulha de Cavaleiros Hospitalários, eles ajudaram-me com curativos e algumas compressas de ervas medicinais que diminuíram sensivelmente a dor e as alucinações que sentia, eles disseram que precisavam prosseguir pois tinham de participar de uma luta contra alguém chamado Saladin, antes de eles irem embora perguntei como poderia voltar para casa, para meu espanto eles nunca tinham ouvido falar do Acre, perguntei então qual era a cidade mais próxima e eles disseram para eu ir sempre em direção ao norte que iria encontrar uma aldeia de orcs nômades das estepes equatoriais, então nos despedimos e segui a direção indicada.

Cerca de um dia de caminhada mais tarde cheguei até uma pequena cidade, pensei que fosse a aldeia dos orcs mais não era, havia humanos lá, encontrei um hospital e pedi ajuda com meus ferimentos, o diagnostico não foi nada animador, o medico falou que teria de amputar o que sobrou do meu braço pois eu teria sido contaminado no local com bactérias e vírus conhecidos e desconhecidos, a maioria desconhecidos. Após esse procedimento cirúrgico e o tratamento contra o envenenamento com radiação, (descobri que certos Mafagafos são radioativos) fiquei quase um mês em coma. Quando acordei já estava no hospital de Rio Branco, haviam me transferido para a capital do estado porque tive algumas complicações na recuperação. Como havia me recuperado relativamente bem, o meu médico decidiu que eu já poderia receber alta, cheguei em casa muito contente por estar vivo e por os médicos terem conseguido re-implantar meu braço direito que amputaram por engano, (o meu braço esquerdo que foi comido não o direito) eu nem acreditava que tinha conseguido realizar essa epopéia e saído quase ileso.

Parte III[editar]

Capítulo I-O recomeço

Não quis perder tempo e fui logo publicar o resultado de minhas pesquisas, primeiro fui na universidade em que estudava a UFAC, mostrei a eles com a maior empolgação os produtos de meu trabalho cientifico e cheguei até a sugerir que criassem um curso de Mafagafologia, pois queria levar esses conhecimentos a todos, nem deixaram eu terminar minha apresentação e puseram-me na rua, fui expulso da universidade. Desgraçados! Como ousam me tratar assim depois de tudo que passei, mas não desanimei, resolvi escrever uma carta ao Dr. Roberto contando tudo o que havia acontecido, mas até hoje não obtive resposta. Tentei aos poucos retomar a vida e quando voltei ao trabalho descobri que tinha sido demitido, uma injustiça, pois havia faltado só algumas semanas.

Sem o que fazer resolvi procurar uma loja que tivesse algum tipo de prótese que eu pudesse usar, mas não obtive êxito, a única loja que achei foi uma loja de pernas de pau e próteses de mão no formato de gancho, perguntei ao, dono, um ex-pirata tibetano se havia alguma prótese de braço que ele pudesse vender-me, mas a resposta novamente foi negativa. Havia perdido tudo que era importante para mim, mas em compensação adquiri um conhecimento que poucos no mundo tinham, O Segredo dos Mafagados. Resolvi criar um blog para divulgar minhas descobertas e aventuras, conheci algumas pessoas interessantes que me ajudaram a aumentar ainda mais o meu conhecimento em Mafagafologia, novamente voltei a ter interesse cada vez maior nesse tema.

Alguns dias passaram-se e comecei a sentir-me estranho, quando dormia a noite tinha a sensação que meu braço devorado ainda existia, algo muito estranho, até que tomando banho fiquei espantado quando olhei no lugar que ficava meu braço, havia alguma coisa crescendo, parecia inicialmente um tentáculo, fiquei apavorado, será que a radiação combinada com os vírus e bactérias que contrai com a mordida do Mafagafo teria tornado-me um mutante? Resolvi ficar em casa e não procurar ninguém pois temia que internassem-me para fazer testes ou experimentos científicos.

Capítulo II-A mudança

Cerca de um mês depois eu tinha um novo braço, não era como meu braço natural, era muito melhor, era um braço de Mafagafo!!! Eu não tinha palavras para expressar minha alegria, postei as novidades no meu blog mais ninguém estava acreditando, fui para as ruas com uma camiseta regata, orgulhoso, e contente, só que com uma coisa eu não contava, o preconceito. Fui para um parque passear só que percebi que as pessoas estavam olhando-me estranho, algumas rindo, a maioria com nojo e repudio, continuei minha caminhada quando vi uns caras jogando taco, perguntei se podia participar e como resposta fui espancando pelo grupo enquanto chamavam-me de aberração e riam.

Fui correndo para casa, estava com ódio de todos, não me sentia mais um humano, queria afastar-me de todos, fui para meu blog conversar com meus poucos e únicos amigos naquele momento, foi nesse dia que conheci alguém que mudaria minha vida, ele chama-se Gavin e vivia nos Estados Unidos, disse que sua história era parecida com a minha e sabia o que eu estava passando, adicionei ele no MSN e conversamos bastante, ele contou-me que sempre teve um sonho de tornar-se um T-rex, e recentemente havia conseguido realizá-lo, fiquei maravilhado com sua história e perguntei como ele tinha concretizado esse sonho, Gavin respondeu que conheceu um cara lá nos EUA que seria um tipo de médico especializado em operações não convencionais, perguntei a ele se esse doutor poderia ajudar-me no meu problema, a essa altura eu já tinha decidido que iria fazer uma mudança de espécie, a mesma que o Gavin fez, eu decidi tornar-me um Mafagafo.

Inicialmente ele não queria dizer-me como encontrar esse médico, mas após muita insistência ele concordou em ajudar-me. Falou que eu deveria ir até a cidade onde ele morava lá nos EUA para que pudesse levar-me até o médico, que era conhecido apenas como "Doc". Falei para Gavin que iria encontrá-lo logo que pudesse, comecei a imaginar como seria minha nova vida como um Mafagafo, e fiquei mais empolgado ainda, estava disposto a arriscar tudo por esse novo sonho, o problema é que eu não dinheiro para viajar tão longe assim. Durante a noite não consegui dormir, fiquei pensando como poderia chegar até lá, até que tive uma idéia, iria vender meu carro e minha casa e com sorte conseguiria o dinheiro para ir aos Estados Unidos encontrar Gavin.

Capítulo III-Na busca de um sonho

Após vender meus bens conseguir reunir cerca de dez mil denarii. Logo em seguida fui correndo ao espaçoporto onde um vôo da Oceanic Airlines já me aguardava. Cheguei na cidade onde Gavin morava cerca de quatro semanas depois que parti, devido as escalas que o vôo teve de fazer em outras dimensões. Lá pude conhecer Gavin pessoalmente, quase não acreditei ele era mesmo um T-rex, achei estupendo.

No dia seguinte fomos ao encontro de Doc, contei a ele minha história e disse que desejava que ele me transformasse em um Mafagafo completo, ele disse que não sabia se iria conseguir, pois seria muito arriscado esse procedimento, e muito mais complexo que o de Gavin, sugeri a ele que usasse o DNA das células mutantes de meu braço de Mafagafo para alterar todas as outras, ele disse que iria tentar, mais não seria barato, entreguei a ele todo o dinheiro que havia restado-me, porém ele não aceitou e disse que se eu não conseguisse 340 dólares ele não iria ajudar-me, eu nunca iria conseguir tanto dinheiro assim, resolvi abusar da bondade de meu amigo e pedi o dinheiro emprestado a Gavin, ele não tinha na hora e teve alguma dificuldade em reunir o montante.

Dois dias depois voltamos ao lugar onde Doc atendia, desta vez com o dinheiro só que não havia mais nada no barracão, parece que a polícia esteve lá e Doc teve de fugir as pressas para outro lugar, a sorte é que conseguimos ligar para ele e encontrá-lo no novo consultório. Finalmente eu estava a um passo de ser uma pessoa realizada.

Parte IV[editar]

Capítulo I-O amanhecer de um novo mundo

Acordei três dias após o procedimento, a primeira coisa que senti é que não estava sentindo nada, nem dor, nem tontura, nem nada de desagradável que sentia antes, eu estava com a sensação de que tinha aumentado consideravelmente de tamanho, também estava com alguma dificuldade para respirar, haviam muitas luzes naquela garagem, levantei-me do papelão em que estava deitado e em seguida Doc entrou e falou-me que o procedimento tinha sido um sucesso, a primeira coisa que notei foram meus braços que estavam iguais, olhei para baixo e vi que meu corpo havia adquirido a forma de uma caixa de sapatos marrom, toquei minha pele e não aconteceu nada, não me feriu dessa vez, apenas pude senti-la áspera e densa.

Fiquei imensamente feliz, esse foi o dia mais feliz de toda minha vida, eu era finalmente um Mafagafo. Eu me sentia poderoso e capaz de qualquer coisa, agradeci ao médico por tudo e fui para casa de Gavin. Quando cheguei na sua casa ele levou um susto e tanto, não estava acreditando que era eu, ele ficou impressionado, realmente era um milagre da medicina clandestina. Perguntei a ele como eu poderia arrumar um emprego para começar a paga-lo e juntar dinheiro para voltar para casa, ele indicou uma agência de empregos e fui logo procurá-la, ao sair na rua as pessoas corriam e saiam gritando, eu não entendia porque, fui pedir informações a uma moça e a mesma fugiu desesperadamente gritando "não me devore!" eu não sabia que existiam Mafagafos nos EUA e que eles eram tão temidos assim.

Não conseguia falar com ninguém todos fugiam, o único amigo que eu tinha lá era o Gavin as pessoas não deixavam nem sequer eu apresentar-me, minha frustração estava dando lugar a raiva e uma fome desgraçada. Quando cheguei na agência de empregos as pessoas que não correram fecharam a entrada da agencia com uma barricada de móveis, porra isso já era demais, percebi o quanto o mundo era cruel com Mafagafos e já estava entendendo porque odeiam tudo e devoram todas as pessoas.


Capítulo II-O lado negro da força

Enquanto eu voltava para a casa de Gavin um grupo de rappers ao invés de fugir como todos ficaram fazendo piadinhas com o formato de caixa do meu novo corpo e minha boca desproporcional, até que um deles disse: "ei caixote, você tem cor de merda" e ficaram rindo de mim, naquela hora a minha fúria foi tamanha que meus instintos de Mafagafo dominaram-me, com uma bocada devorei dois deles inteiros, os outros que tentaram correr eu despedacei e os comi como nuggets sabor frango frito, apesar de ter um gosto terrível, minha fome havia sido saciada em parte, logo que os devorei, tive de sair correndo pois alguém chamou a polícia e tinha um guarda de trânsito vindo na minha direção com um colete amarelo, aquele amarelo era horrível, não consegui olhar diretamente para ele pois meus olhos ardiam muito.

Felizmente consegui escapar, chegando no apartamento do Gavin contei a ele o ocorrido e pedi que me escondesse, ele disse que conhecia um lugar seguro e quando estávamos deixando o apartamento fomos atacados pelo FBI, que inteligentemente fizeram uma armadilha para nós, logo que passei pela porta uma rede amarela foi jogada sobre mim, Gavin conseguiu fugir mais meus movimentos foram restringidos pela droga da rede, parecia que ela era de kriptonita, pois sugou todas as minhas forças além de arder muito quando em contato com meu corpinho retangular. Os malditos federais tentaram pôr-me na cadeia, mas como eu não era cidadão americano eles não podiam prender-me, então acabaram por deportar-me ao Brasil, pois não conseguiram achar o tal "Acre" no mapa.

Usando a camuflagem de ursinho.

Fui tratado como um animal, eles puseram-me em uma gaiola amarela e viajei até o Brasil no compartimento de cargas do avião, isso era desumano, apesar que eu não era mais humano mesmo. Algumas horas mais tarde eu estava em São Paulo, me deixaram num deposito por quase um dia inteiro, eu estava muito irritado, tinha vontade de devorar todos e só pensava em ir para casa, minha nova casa o habitat dos verdadeiros Mafagafos no Bosque da Escuridão, comecei a pensar em uma forma de escapar até que lembrei que os Mafagafos são mestres em camuflagem, se eu tinha tornado-me realmente um Mafagafo eu deveria ser capaz de fazer isso, após concentrar-me visualizei em minha mente a forma que queria ficar invisível, mas não estava conseguindo, resolvi tentar algo mais simples, e finalmente consegui camuflar-me como urso de pelúcia marrom, tive dificuldade em encolher mais descobri que para reduzir meu tamanho eu poderia autodevorar-me temporariamente e parcialmente de forma a parecer menor.

Passaram-se cerca de três horas e ninguém aparecia, até que no final da tarde um dos funcionários do aeroporto entrou para procurar por algum pacote, pegou uma mala e já ia saindo quando emiti um som parecido com o miado de um gato para chamar sua atenção, ele olhou e viu minha gaiola amarela, quando chegou perto ele disse: "Olha que urso de pelúcia mais horroso, quem deve ter botado ele aqui?" O funcionário abriu o lacre que selava a gaiola (uma fita isolante amarela) e tirou-me com certa dificuldade de dentro da gaiola, logo que sai senti todo meu poder retornando, juntamente com minha fúria implacável, antes que o funcionário largasse-me no chão saí do modo de camuflagem e o devorei, pois precisa repor as energias que perdi, esperei que anoitecesse e sai para a rua procurando uma forma de ir para casa.


Capítulo III-A vida e obra de um Mafagafo

Caminhei até uma rodovia e enxerguei mais a frente um posto de combustíveis, tive a idéia de ir escondido em alguma carreta que fosse para o Acre ou perto de lá, vi um caminhão com placas do Acre consegui entrar na carreta e esconder-me em meio ao carregamento, mais uma vez utilizei minhas habilidades de camuflagem e virei uma caixa marrom, enquanto estava camuflado aproveitei para descansar e como era bem escuro dentro da carreta sentia-me muito bem, era ótimo respirar um pouco de escuridão depois de tanta luz.

Acabei dormindo e perdi a noção do tempo, só fui acordar quando estavam descarregando a carreta e descarregaram-me junto com as outras caixas novamente em um depósito. Para minha alegria, eu estava novamente no Acre, esperei a noite chegar mais uma vez, devorei alguns vigilantes que encontrei pelo caminho e entrei na selva, na esperança de encontrar outra vez o único lugar do mundo onde eu seria aceito, a aldeia oculta dos Mafagafos, só que não seria tão fácil assim achar o local, eu estava muito mais longe do ponto onde iniciei a minha expedição outrora, precisava de um milagre para chegar lá e até agora ele não tinha acontecido.

Após semanas de busca em vão acabei por tornar-me um Mafagafo nômade, onde havia comida eu estava lá, desenvolvi um gosto todo especial por onças, cangurus e ativistas do Greenpeace, entretanto não era fácil encontrá-los, as vezes, tinha que devorar o que achava pelo caminho, pois minha fome era praticamente insaciável, cheguei ao ponto de devorar até algumas arvores e plantas, mas o gosto era uma bosta. Um dia eu estava dormindo no tronco oco de uma árvore e escutei um som familiar, eram humanos conversando, havia quatro deles, aparentemente estavam indo caçar pois tinham rifles facões, como não vi nada amarelo com eles, resolvi segui-los, talvez me levassem até uma cidade onde eu poderia instalar o caos, os segui por dois dias até chegar a uma estrada onde eles entraram em um carro e partiram, naturalmente eu não consegui acompanhar o carro e fiquei para trás, estava deprimido pois não encontrava nada legal para fazer.

Capítulo IV-O fim

Já era quase noite quando ouvi um barulho engraçado atrás de uns arbustos, fui aproximando-me sorrateiramente para ver o que era... E o que era? Se me contassem eu não acreditaria, eram dois leprechauns transando ali no meio do mato, achei a cena tão hilária que não tive coragem de devorá-los, eles tentaram fugir mais os peguei, disse que só iria solta-los se eles realizassem um pedido que eu fizesse, melhor dois pedidos, pois eles eram dois, tentaram me convencer dizendo que só podiam levar-me até um pote de ouro, falei que não queria saber de ouro e que iria devorá-los se não realizassem meus pedidos, então finalmente concordaram quando ameacei devorar a namorada dele.

Destruir cidades é legal!

Não sabia o que iria pedir, estava pensando inicialmente em algum animal grande para comer, pensei melhor e decidi o que queria pedi a eles que dobrassem meu tamanho e poder e em segundo lugar que me tele-transportassem para algum show do Cine ou do Restart, eles disseram que no dia seguinte meus desejos realizar-se-iam, então eu disse que no dia seguinte eu os soltaria, isso se não os devorasse antes, misteriosamente eles mudaram de idéia e realizaram meus desejos na hora, consegui ficar maior e mais forte, maior até que meu amigo Gavin o T-Rex, e um portal abriu-se na minha frente. Soltei-os como combinado e me joguei no portal, em segundos eu estava no meio do palco de um show do Restart, infelizmente não havia nenhum show do Cine no dia, imediatamente bradei um rugido carregado de ira e a emada começou a correr como um rebanho, primeiro devorei todos os membros da banda, fazendo questão de mastigar bem, em seguida lancei-me contra o público, era uma gritaria dos infernos, uns cortando os pulsos com canudinhos outros chorando amontoados nos cantos enquanto alguns só corriam e gritavam como bichas loucas, liberei minha raiva e maldade característicos aos Mafagados e fui devorando todos, os que não conseguia devorar eu esmagava com minhas poderosas patas, depois de alguns minutos não sobrou quase ninguém, resolvi que era hora de ir embora e procurar algum Eno gigante para aliviar minha má-digestão.

Mafagafos odeiam cidades litorâneas superpopulosas.

Sai andando pela cidade destruindo e comendo o que podia pelo caminho, (descobri que estava em uma cidade litorânea o que me deixou muito irritado) enquanto danificava prédios e destruía os carros estacionados sem querer danifiquei uma estátua que fora erguida em honra a Chuck Norris e para o meu azar ele estava passando por ali... Acho que não preciso contar o que aconteceu, apenas vou revelar-lhes O Segredo dos Mafagafos, quando somos destruídos renascemos como Mafagafos low levels na terra do nunca que por um acaso é a minha terra natal (Acre).

Ver Também[editar]