Deslivros:Diário Soviético

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Por que o leproso não passou no teste de direção? Porque deixou o pé no acelerador.


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I'm a Rabbit.

Prefácio[editar]

Diário Soviético ou Querido Diário como é conhecido em terras soviéticas é um diário escrito por Josef Stalin esporadicamente desde quando descobriu o sentido da vida até o último dia de sua vida. Aqui descobrimos o lado gay sentimental de Stalin, inclusive uma prévia de seus planos maquiavélicos.

O diário foi escrito em georgiano entre 1896 a 1953, foi encontrado por uma concubina de Stalin que levou-o para casa. Foi traduzido para russo em 1958 e publicado em 1960 pela Abril. Hoje, apesar de ser proibido no mundo todo, em Cuba, Coreia do Norte e URSS seu acesso é legal e de graça.

I - Seminário Comunista[editar]

  • 13 de agosto de 1896

Querido diário, aqui começarei a escrever. Ganhei você da minha mamãe no ano passado, nunca pensei que escreveria, mas hoje conheci o meu Deus, Karl Heinrich Marx. Entrei num seminário só de velhos gagas que só querem jogar bocha, já os mais novos, no caso eu, tenho que ler uma pilha de livros sobre a história do bocha. Contudo, tenho lido um livro chamado "O Capital", o que eu acho uma grande duma bobagem e uma falação de abobrinha sem tamanho nenhuma, talvez porque iniciei ele hoje e só li o primeiro capítulo. Por isso, minha mamãe não deixa eu sair de casa para brincar de enterrar meus amigos no poço.

  • 01 de setembro de 1896

Querido diário, hoje fui á escola e os desgraçados dos meus colegas Dimitri e Bóris me jogaram numa vala. Aqueles desgraçados, tem inveja de mim só porque sou comunista e ateu. Eles mal esperam o que vai acontecer nos próximos dias, farei a minha vingança, e você será meu cúmplice nisso.

Plano 1
Vítima: Dimitri
Nota: Dimitri é raquítico, tem uma mãe gorda que faz bolos bons, e seu pai é um velho chato que só fica coçando o saco em casa. Ele é um ano mais velho do que eu e se acha o viado playboyzinho de toda a cidade, mas não duvido nada que ele não deve ter nada para fazer, pois parece um cachorro que não tem canto para se coçar.
Plano 2
Vítima: Bóris
Nota: Bóris é um bebê chorão, fica o tempo todo na cola do Dimitri (provavelmente eles se comem), ele não tem pais pois morreram de fome. Por isso ele fica enchendo linguiça na casa da avó dele, aquela surda dos peitos caídos. Ele tem a minha idade, e tende ir para o lado rosa da força. Talvez eu queime a cara dele.
  • 19 de setembro de 1896

Querido diário, minha vingança deu certo, estou muito feliz, agora nunca mais verei a cara de bolacha do Dimitri e do Bóris, aqueles animais. Mas esse é só o começo, alguns outros muleques me chamaram de nojento aula passada, acredita diário, eu nojento? Se você pudesse ver, veria o apodridão desses meus colegas que mais parecem loucos de fome, mal esperam para manhã.

  • 18 de dezembro de 1896

Querido diário, hoje é meu aniversário de 18 anos. Meu pai, o cachaceiro não veio (graças a Marx), minha mãe, uma mulher que está na casa dos 40, não pode me dar um bolo, eu disse a ela para procurar um marido que de preferência seja rico, mas ela só quer saber de siririca e me colocar numa escola cheio de fracassados. O inverno está quase aí, e pretendo ir para a cordilheira do cáucaso, não aquento mais essa cidade, acho que vou enlouquecer a qualquer momento.

  • 05 de junho de 1897

Querido diário, cada dia que passa estou mais melancólico, hoje a mãe de Dimitri passou aqui em casa, não me arrependo de mandá-lo para a puta que te pariu, mas não consigo esquecer a covardia dele de me jogar como adubo para as plantas. A mãe de Bóris está pouco se fodendo para ele, coitada, deve estar se remoendo no túmulo agora, e a avó também, morreu dias depois de ataque cardíaco, caiu dura no chão e quebrou todos os ossos da veia.

  • 30 de setembro de 1897

Querido diário, entrei no meu segundo ano de seminário obrigatório sobre comunismo, apesar de ser um especialista no assunto, os professores e palestrantes daqui acham que eu sou burro, só por pensar em revoluções e querer que esse país melhore. Também entraram outros puxa-sacos, se eles resolverem mexer comigo, você já sabe diário.

Aff, ninguém me entende...

  • 11 de outubro de 1897

Querido diário, às vezes penso em parar com tudo isso e ter uma carreira de artista. Hoje fui a um museu de pinturas, vi a obra "Noite Estrelada" de Vincent van Gogh, o louco. Pensei em fazer uma igual, mas meu desenho ficou parecendo com o de uma criança. Também vi algumas telas pintadas apenas de uma cor só, outras com apenas alguns matos e galhos de árvore. Fico pensando se isso é arte.

Não esse desenho não é meu, é do Ivan, a criança prodígio aqui do seminário. Roubei dele hoje mais cedo e mostrarei para minha mamãe dizendo que foi eu quem fiz.
  • 15 de outubro de 1897

Querido diário, às vezes também penso em entrar para o teatro, sou bom em atuar, sabe? Pedia esmola para os ricaços da zona oeste de Tbilisi, e por incrível que pareça, eles me davam o toba. Mesmo depois de sair da escola, me passava por idiota para não cumprimentar meus ex-colegas e professores, no fim sempre funcionou.

  • 16 de outubro de 1897
Não, mudei de ideia diário. Agora que vi que seria um erro, imagina se eu for escalado para uma peça e ser o bobo da corte? Eu nunca seria um ser tão baixo. Só aceitaria se fosse o personagem principal ou o rei, claro.
  • 25 de abril de 1898

Querido diário, desculpa por não ter escrito nesses últimos meses, mas peguei varíola DE NOVO, minha mãe é pobre, e eu sou um vagabundo por ainda não ter trabalho, a visita do médico teve que ser cancelada e agora só estou tomando chá de boldo para melhorar. Ontem não consegui dormir, os mendigos da rua na frente da minha casa ficaram brigando com os gatos da velha dos gatos, é gato miando, é bêbado quebrando tudo e ninguém na rua para atropelá-los.

  • 03 de maio de 1898

Querido diário, me recuperei esta manhã, me sinto muito melhor, mas me sinto muito melhor ainda porque conheci uma garota. Ela é a irmã do meu melhor amigo comunista e adora as minhas falácias, ela é bonita, tem peitos enormes e não parece com um português bigodudo. (obrigado, Marx)

  • 17 de dezembro de 1898

Querido diário, desculpe-me mais uma vez por não escrever, mas estou praticando a mesma coisa que meus pais faziam domingo a noite. Agora sei porque minha mãe gritava tanto... Eu também gritei bastante.

  • 21 de abril de 1899

Querido diário, finalmente deixei o seminário obrigatório, agora estou livre. Também tenho ficado mais tempo com a irmã de meu amigo e já me sinto o rei da Cocada Preta por não ser um completo virgem e perdedor, como vivem as pessoas do Manicômio Brasil.

II - Pelo Socialismo[editar]

  • 30 de outubro de 1899

Querido diário, estou cada vez mais esperto, ou se não mais um fanático por socialismo, só não espero me tornar um doente mental igual Mises. Também arrumei um emprego no observatório de Tbilisi. Eles dão 200 rublos apenas por ficar olhando para brilhinhos, além claro de fazer um relatório sobre elas, mas aí eu deixo esse pepino para o Lenin, o mago e meu comparsa de observatório.

Caricatura realista de Lenin, meu melhor amigo. Feito por mim, não roubei de ninguém, juro.
  • 06 de janeiro de 1900

Querido diário, estou excitado, essa será minha primeira vez numa greve de desocupados, estou liderando-a e mandando todo mundo para o pau, até por que não trabalho de graça. O pessoal está com fogo nos olhos e mal espero para todo mundo tomar no cu no final. Trollface.jpg

  • 14 de maio de 1900

Querido diário, o primeiro de maio foi um desastre, me derrubaram aqui ó, e ainda o império anda atrás de mim porque não ando pagando impostos e por que ando tramando contra eles, o que é verdade, mas como eu sou radical, me locomoverei através de parkour e ficarei escondido no asilo da cidade. Duvido que os guardas imperiais vão atrapalhar a vida das múmias vivas que nem tem onde caírem mortos.

  • 30 de julho de 1900
Minha caricatura como senhora de respeito.

Querido diário, por incrível que pareça os policiais foram ao asilo, e pela minha surpresa os velhos me deduraram, por sorte escapei pela porta dos fundos como um ratinho assustado. Agora invadi um prédio velho e estou morando aqui, esse lugar parecia ser um puteiro, já que o cheiro de cu não sai do meu nariz. Também estou me transvestindo e agora só saio pela rua como uma velha corcunda gaga com nome de Tifany, esse é o único jeito de não me pegarem (dos dois jeitos).

  • 26 de janeiro de 1901

Querido diário, já faz tempo que não escrevo, mas pela velocidade de como as coisas andam, pelo visto eu nunca chegarei lá. A polícia secreta do império ainda continua atrás de mim e com certeza eles farão alguma coisa nesse 1 de maio... E eu também...

Plano 131
Equipe de manifestantes de distração, enquanto eles distraem os policiais, eu fugirei para o cantão de Tsibili.
  • 10 de novembro de 1901

Querido diário, depois de ser eleito à elite de Tsibili, me mandaram para Batumi, não para comer peixe, mas para trabalhar cobrando os sem-teto, também estou espionando os comparsas do império e já que virei detetive, estou a procura do velho que me roubou 10 rublos esta manhã. E como de praxe, mais uma manifestação será feita, VAMO REMEXE ESSE POVO.

  • 28 de março de 1902

Querido diário, agora estou trabalhando como padeiro na padaria de seu João, mas como você sabe, as noites tem festa, baderna e suruba, além de comunismo, claro. Logo mais a segunda manifestação dessa joça vai acontecer e ninguém vai me segurar.

A bElEzInHa QuE eU tOmEi HoJe.
  • 09 de novembro de 1903

Querido diário, me pegaram, e agora estou na Sibéria de férias para os próximos 3 anos. Também me casei com aquela minha concubina de meu amigo. Minha sogra anda uma fera, me manda todos os dias uma carta do tamanho de um rolo de papel higiênico, que a propósito utilizo-os para essa função mesmo.

  • 12 de janeiro de 1904

Querido diário, finalmente consegui fugir daquele iceberg, já estava com geladura e já podia sentir a minha morte com pica dura. Voltei a Tsibili ontem e aqueles traidores do meu partido já me expulsaram de lá.

Olha a cara desses filhinhos de papai, não perdem por esperar, vou cagar na frente da casa deles e ainda mandar eles lamber sabão.
  • XX de janeiro de 1905

Querido diário, neste momento estou em Baku, e como aqui não tem nada para fazer, vou importunar o governo e juntar uma galera para estragar os planos do Império. Agora peço-te umas linhas para escrever um pouco sobre o nosso querido rei Nico II.

Nico, nico, lau, chupa o meu pau... Muito obrigado.
  • 03 de fevereiro de 1905

Querido diário, ultimamente a Geórgia anda só os cacos e a balbúrdia, o fuzuê e a regalia só aumenta. Meu esquadrão da igualdade que trabalha pelo socialismo, anda saqueando, estuprando, roubando e fazendo os policiais de Baku de trouxas.

  • 09 de novembro de 1905

Querido diário, agora faço parte da milícia que é contra a família imunda que governa esse império de gelo. Lenin, o mago que trabalhava comigo no velho observatório de Tblisi está aqui e vai dar alguns pitacos do que devo e/ou deixo de fazer. No fim concordamos em sair numa jornada para furtar alguns turistas e levantar fundos para tirar o cavalo governante do poder.

  • 13 de agosto de 1906

Querido diário, hoje fazem 10 anos que tenho você, apesar de ter te derrubado umas cem vezes numa poça d'água, de ser roubado pelos mendigos da frente de casa, de ser comido por cachorros sarnentos de rua com raiva, e até mesmo depois de te jogar pela janela, diário eu te amo. <3

  • 15 de março de 1907

Querido diário, nesse último ano, eu e Lenin percorremos a Geórgia inteira para roubar e já conseguimos mais de 2 milhões de rublos, mas como o império está quase falindo, isso deve valer só alguns centavos. Agora paramos em Senaki para roubar algumas freiras que estavam dando sopa (literalmente) ali na frente da igreja.

Minha mulher e eu demos um tempo e logo ela já voltou dizendo que tinha um filho de mim. Só porque fiquei rico essa vaca quer me tirar tudo o que conquistei honestamente.

  • 28 de junho de 1907

Querido diário, eu e meus miguxos mandamos ver num assalto ao banco central de Tsibili. Afinal, foi fácil roubar uma carroça velha cheia de dinheiro enquanto os seus donos estavam tirando água do joelho.

  • 04 de agosto de 1907

Querido diário, novamente querem me tirar do poder, os ricaços do meu partido estão putos da cara só porque roubei uma galera aqui e ali. Mas como eu não levo desaforo para casa eu mandei eles todos tomarem no ku e irem limpar banheiros.

Nesse exato momento estou fazendo uma montagem de um jornal e preciso me concentrar para encontrar a piada perfeita que irá denegrir a imagem do império.

Cquote1.png Rica e poderosa Cquote2.png
Nicolau II dizendo como está nessa manhã.
  • 18 de janeiro de 1908

Querido diário, nem te conto. Estive em Baku tramando mais algumas zoeiras contra o império, agora forneço armas a todos os marombeiros, roqueiros e criminosos de Baku, também falsifico identidade, moeda e algumas vezes roubo criancinhas para fazer mingau de burgueses para faturar com o resgate. Apesar de minha mulher não estar mais comigo, pois morreu de peste negra, tomo umas quando a tristeza bate, ou roubo alguns velhos no centro com alguns truques de mágica baratos.

Agora estou indo a Genebra para guardar a minha mina de ouro e me encontrar com Lenin e os seguidores de meu deus Marx.

III - Exílios[editar]

  • 21 de setembro de 1908

Querido diário, novamente fui preso, e como dedurei alguns idiotas do meu antigo partido, agora vivo procrastinando numa vila pacata no meio do nada, pescando e comendo grama. Colocarei algumas fotos aqui, para que futuramente eu me lembre de como esse lugar era uma bosta.

  • 25 de janeiro de 1913

Querido diário, voltei a ativa e agora estou num barraco em Viena. Escrevi o livro "O Marxismo e Problema Nacional e Colonial", que retrata a verdadeira chatice que estamos vivendo. Eu sei que essa história já ficou longa demais, e eu até mesmo já estou de saco cheio dessa moleza toda.

  • 12 de março de 1913

Querido diário, mais um exílio para a minha coleção, o terceiro a propósito. Volto novamente á Sibéria para fazer nada e ficar aqui enchendo linguiça de pinguins e ainda tenho que enxugar gelo.

  • 18 de abril de 1914

Querido diário, fugi pela milésima vez dos condes do reino gelado, agora estou convivendo com indígenas no polo norte. Passo meu dia todo plantando bananeira e faço muitas outras coisas, como caçar água-vivas, principal ingrediente da minha gelatina que faço semanalmente.

Passei meses estudando esse povo para me adequar a vida deles e eles me convidarem para uma noite de festas em seus iglus. Além disso, espero que o império pare com o seu olho gordo em cima de mim e me esqueça de uma vez por todas.

  • 20 de abril de 1914 - 04 de outubro de 1916

Rotina de um índio esquelético depravado que mora no meio do nada e que se parece com um urubu.

  • 04:00 - Acorda pra vida.
  • 04:01 - Começa a sua viagem de 10 quilômetros para o colo do capeta para buscar água.
  • 08:00 - Chega na fossa d'água, toma um banho de gato, pega água numa cumbuca e volta para a vila.
  • 12:00 - Chega na vila e começa a caça para encontrar ratos.
  • 12:30 - Come o que achou, afinal aqui não tem arvores frutíferas.
  • 13:00 - Transa com alguma vaca no cio.
  • 14:00 - Incomoda o vizinho jogando blocos de gelo na janela dele, destruindo a gleba do amigo.
  • 14:01 - Ajuda o vizinho a reconstruir sua latrina, afinal você destruiu a dele.
  • 15:00 - Corre para lá e pra cá igual um retardado para poder se esquentar.
  • 16:00 - Acontece o ritual do porco, se os caciques da vila não conseguirem comida, a pessoa mais gorda do povo vai ser oferecida para o fogaréu para alimentar o resto do povão.
  • 17:00 - Começa a reza sagrada para a finalização do ritual.
  • 18:00 - Fim do ritual. Começa a comilança.
  • 20:00 - Fim do dia. Todos vão dormir antes que venha uma tempestade de neve.
  • 00:00 - O Cacique da vila te levanta para te dar uma lição de moral e te fazer uma limpeza espiritual com um ovo.
  • 03:59 - Volta a dormir.
  • 08 de dezembro de 1916

Querido diário, a Rússia se envolveu na maior burrice mundial de todas. Através da roleta russa fui escolhido para fazer parte dessa merda toda, contudo, fingi ser aleijado para não ter que lutar frente a frente com esses burrões. Novamente volto ao exílio, agora na cidade de bucetóide para ir contra o império que se encontra sem foco.

  • 22 de abril de 1917

Querido diário, o império agora é apenas pó e o governo provisório vai dar conta dessa patuscada. Niquinho II é um covarde, e para sociedade russa ele é um fugitivo e todos querem ver ele morto pela famosa guilhotina, uma pena que aqui não existe, porém nada nos impede de usar-nos a fogueira, que na Idade Média era usado para matar bruxas com pelos no sovaco.

  • 01 de outubro de 1917

Querido diário, como pensei o governo provisório também é um parasita do meio, os bolcheviques tomarão essa bosta em algum dia de outubro, vão tacar fogo em trocentas casas, largar pedras na cara das pessoas, roubar tudo que for de valor, balear pessoas inocentes, vandalizar monumentos do antigo império e invocar uma pomba-gira pra jogar o terror.

IV - A Nova Era[editar]

да здравствует революция
  • 18 de novembro de 1917

Querido diário, nesse exato momento estou comemorando a vitória da nova Rússia, ou melhor dizendo, da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, meu novo lar. Agora estou juntando os pauzinhos para falir Lenin e eu me tornar o presidente disso tudo aqui, aquele desgraçado se auto fez dono desse fim de mundo.

  • 26 de março de 1918

Querido diário, já implantamos a censura na URSS com sucesso, o próximo passo é largar o terror vermelho, na qual fará os traidores, badernistas, bandeirantes, chatos e puxa-sacos não existirem mais nesse mundo perfeito... Quase perfeito, afinal não sou eu que é o governo.

Moscou agora virou uma galinha despenada, por isso eu, Lenin e mais uns pé no saco como Trótski e Sverdlov ficaremos de quarentena no Kremlin, que é o nosso castelinho dos contos de fadas.

  • 13 de novembro de 1918

Querido diário, a Grande Merda Mundial acabou e finalmente podemos nos focar no apoio ao povo, ao invés de brincar de briga de travesseiros com nações boçais, e que agora estão na lama. Isso é apenas uma questão de tempo para baterem na nossa porta pedindo açúcar, farinha e até um bolo inteiro.

  • 30 de setembro de 1919

Querido diário, a guerra civil está insuportável. Lenin, aquele cara de mamão, me mandou para esse buraco chamado de Tsarítsin para derrubar um exército de perus em período de acasalamento. Meu programa Arrastão Alimentícia tem feito esse zoológico sumir na neve, o exército vermelho tem feito um estrago em tudo que é vila para cobrar o aluguel, além da pilhagem dos mesmos. Ademais, o uso da minha tática favorita da terra queimada.

  • 100 de abril de 1920

Querido diário, sou idiota o suficiente para escrever uma merda dessas. Olhe como sou poderoso, olhe como meu bigodinho indiano é sexy. Eu sou tão bom que meus amigos me chamam de porco trevoso, e até fico imaginando como Lenin me aguenta, sou um cara tão legal, com certeza devo ser uma putinha nas horas varas para ele, para ele ver meu potencial. Eu que sou uma criancinha indefesa que só quer que esse país seja bonito.

Eu quando fazia strip num desses bares de travecos.
  • 15 de setembro de 1920

Querido diário, Trótski, aquele PVTO filho de uma égua, estragou meu querido diário, o único lugar em que posso dizer o que penso sobre esses nego sem que eles pensam que eu sou um traidor e um grande filhadaputa. EU TO NERVOSO, CARAIO.

  • 100 de abril de 1921

Queridíssimo diário, acho que estou apaixonado por Trótski, não vi o quão inteligente e bonito ele é (até mais que minha atual), essa minha mania de ser um grande idiota está passando dos limites, eu me sinto tão hipnotizado por ele que em tudo o que falo tenho que citá-lo. Chega até dar um calor só de pensar nele.

  • 2 de abril de 1921

Querido diário, Trótski está de gozação com a minha cara (não naquele sentido), que mais parece um velho afrancesado com síndrome de down. Será que vou ter que colocar o meu diário no rabo pra ele não pegá-lo? Se bem que ele pegaria do mesmo jeito.

Aqui pra você Trótski.
  • 21 de junho de 1923

Querido diário, meu interesse nesse diário tem só acabado, afinal quem o pegar vai achar que sou um cervinho inocente do mato. Que chora de medo de morrer e de sofrer na mão desses brutos. Atrás desse meu bigode, existe uma pessoa triste, solitária e deprimente. Mas eu não vou deixar que Lenin, aquele derrubado, destrua o meu lindo arco-íris.

Afinal, colocar veneno de rato na comida dele não foi uma má ideia, ninguém desconfiará de mim.

  • 23 de janeiro de 1924

Querido diário, Lenin não se encontra mais entre nós. Finalmente está a 7 pés abaixo de nós e não está mais no meu caminho de ser o rei da URSS, só preciso mandar Molotov pra puta que te pariu e de uma vez por todas sentar no trono.

  • 06 de maio de 1926

Querido diário, diante da baderna que tem ocorrido por parte dessa oposição imunda, e ainda dos traidores como Kamenev e Zinoviev, conhecidos como os bananões, mandei todos pro pau de arara e até penso em fazer um lugar especial para exilá-los e ainda sim ajudar a Mãe Rússia, tudo por um bem maior.

  • 21 de abril de 1927

Querido diário, apesar do comunismo apenas estar aqui, na URSS e no leste europeu, a China anda se industrializando mais do que o Estados Desunidos. Mao Tsé-Tung, um gordo fedorento, meu arqui-inimigo não quis uma aliança com os verdadeiros chineses, afinal, o Império Japonês faz questão de mostrar suas conquistas roubadas, mas enquanto eles se matam, eu vou procurar meu mordomo para comprar uma porcelana para eu cagar direito.

  • 14 de novembro de 1928

Querido diário, agora que tudo está como eu quero, vamos começar a industrializar esse país pobreta e fazer com que todos comecem a trabalhar. Gulag, um lindo parque de diversões, abrirá o ano que vem para todos se divertirem plantando batata, e olhe só, até existe cabanas especiais para eles viverem lá.

  • 18 de julho de 1929

Querido diário, declaro que agora estou no foco para mudar tudo e finalmente tomar o rumo da ditadura onde as pessoas não podem nem mais procrastinar. E a primeira delas é a revolução cultural que parará as bichas de se prostituírem, re-re-re-re-criminalizando o câncer que é o homossexualismo, não tem mais sufrágio universal (agora só a elite pode votar), não tem cristão, muçulmano ou budista que ficará vivo, todos serão convertidos para o marxismo (pois a luta contra a religião é uma luta pelo socialismo), e não tem moleza, acabou a mamata. Também vamos derrubar todo o coqueiro de qualquer praia, quero todo mundo trabalhando com a enxada na mão e não com a bunda enterrada na rede.

  • 09 de março de 1931

Querido diário, manifestos em todo o lugar, não sei como as pessoas não conseguem seguir simples regras, como o de tomar 8 copos de vodka por dia. Mas enfim, alguns palhaços estão fazendo um daqueles concursos de franceses desocupados para arquitetar o chamado palácio dos sorvetes, será o lugar mais gostoso e gelado do mundo, então eu topei.

  • 20 de dezembro de 1932

Querido diário, a fome assola esse país, graças a Marx eu não passo fome, mas graças a mim, muitos passam e até ganham uma visita de dona Morte, pelo menos o caixão é por conta do governo, mais o frete de 99 centavos.

V - Amor[editar]

  • 05 de fevereiro de 1933

Querido diário, estou apaixonado. Um lindo ser esculpido pelos 7 anjos de olímpia que vem direto da Alemanha. Ele tem todos os quesitos para ser o meu par ideal: É poderoso, é ditador, é sadomasoquista e ainda tem um bigodinho sexy.

Ah, Adolf Hitler, que lindo nome e que linda face, é por isso que todos o amam, não duvido que esse homem será um homem de grande sucesso e honra para o seu povo.
  • 12 de julho de 1933

Querido diário, as vezes fico me imaginando como eu e Adolfinho seríamos ao casar, eu até poderia anexar o território da Alemanha ao do russo, e quem sabe, podemos viver em Sochi. Posso ficar horas sonhando com o dia que ele estiver cozinhando uma bela salsicha grelhada e eu chego atrás dele lhe entregando uma caixa de bombons suíços.

Hitler me provocando com um de seus fetiches.
  • 28 de janeiro de 1934

Querido diário, ultimamente tenho pensado em algumas estratégias para hipnotizar a Europa Ocidental, essa galerinha que se acha só porque tem dinheiro, estão de brincadeirinhas com o Estados Fedidos, o que se faz ser difícil pensar em como atrair esses países para a minha zona de influência e assim poder usá-los como bodes expiatórios.

Acho que até poderia começar pela Itália, mas pensando bem, devo deixar claro meu ódio por pizza e dizer que aquilo é a coisa mais horrenda e estranha que um país poderia se orgulhar, como vou comer uma coisa que nem no prato cabe? Além do mais, Mussolini que tem cara de saco de batata é um completo viciado em hormônios, mas pelo visto não teve sorte. Afinal, quem gostaria de ficar perto desse radioativo?

Os italianos idolatram qualquer merda, que povo burro.
  • 12 de julho de 1934

Querido diário, diferente dos homens que governam a Europa, os únicos que se salvam são eu, claro, e Adolfo, minha alma gêmea, eu até mesmo inventei um serviço secreto (NKVD) e mandei alguns dos meus melhores agentes para espioná-lo e seguir seus passos. Uma pena eles terem sido descobertos e mortos, mas hoje eles me mandaram uma caixa cheia de presentinhos de meu Adolfinho. Como sua escova de dentes recém-usada, seu macacão típico de octoberfest e um fio de seu cabelo lambido, ou seria um pentelho?

Charge estampada do jornal russo desta manhã, isso é um sonho sendo realizado.
1935-1939
Seção oficialmente perdida durante uma viagem à Sibéria, provavelmente escondida numa caverna de um urso branco.

VI - Momentos Finais[editar]

1939-1945
Seção oficialmente perdida durante a Segunda Guerra Mundial, provavelmente escondida debaixo da cama de um civil.
  • 04 de fevereiro de 1946

Querido diário, nunca fiquei tão triste em minha vida, apesar da ódio e da guerra, Hitler era uma grande mentira, um homem fútil, provavelmente um playboy que me trocou por um macaco carioca num país tropical qualquer. Enfim, agora dedico este diário a apenas a reflexão e ao desgosto que sinto.

  • 1 de abril de 1949
Fato.
  • 28 de fevereiro de 1953

Querido diário, agora peço-te um pouco de suas linhas para realizar uma reza ao meu Deus Marx:

Karl Heinrich Marx, grandifico-te

Dos confins de gulag, peço-te
Do poder e da tortura, agradeço-te
Do amor e da enorme decepção, afirmo-te
Obrigado pela fome e pela soberania
Obrigado pela minha vida e pela morte dos outros
Obrigado por deixar segui-lo e sempre segui-lo-ei
Sem mais, nem menos um simples beijo a ti concedo
Sob o inverno, tu aquece-nos com curra
Pois, na solidão é o cu que sofre
Karl Heinrich Marx, obrigado
Que nunca você se esqueça

Na União Soviética o diário lê VOCÊ