Deslivros:A cagada como valor universal

Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.
Ir para: navegação, pesquisa
Nuvola apps bookcase.png
Este artigo é parte do Deslivros, a sua biblioteca livre de conteúdo.
O que você vai fazer após a leitura deste Deslivro.

Descubra a filosofia que está por detrás do simples ato instintivo de devolver ao mundo o resto dos alimentos que não nos serviu.

Introdução[editar]

A inspiração para este Deslivro surgiu durante uma cagada. Vendo, ou melhor, sentindo o tolete sair, veio aquela brilhante ideia de, literalmente, escrever merda. Ensaios, estudos e pareceres técnicos de eméritos cagões já foram escritos em portas de banheiros públicos e até em pedaços melados de papel higiênico, mas nesse ramo do conhecimento humano, quanto mais se mexe, mais fede.

O postulado mais sólido, roliço e amarronzado em toda essa fedorenta ciência, contudo, foi estabelecido na cidade americana de Bostan, pelo português Manuel Joaquim de Cagalho. Discutia-se então sobre qual a coisa mais rápida que existia: o representante alemão afirmou ser a luz; o representante indiano sustentou que era o pensamento; Cagalho, então, assumiu a tribuna e defendeu a tese de que a coisa mais rápida do mundo era a vontade de cagar, pois não dava tempo nem de acender a luz, nem de pensar.

Os antecedentes[editar]

Na pré-história, a merda era idolatrada pelos trogloditas. Afinal de contas, a invenção da roda tinha sido uma grande cagada. Era com merda que eles faziam aqueles horríveis desenhos nas cavernas, que só conseguiram atravessar os séculos porque ninguém se atreveu a ir lavar aquela porcaria.

Na Roma Antiga, o imperador Cagus Sujus decretou que toda a população deveria usar vestes frouxas para poupar tempo na latrina. Assim, ficou mais fácil para os romanos cagar e andar para todo mundo. Quando penetraram duro na Gália do rei Jaci Borreau, os romanos obrigaram os gauleses a esfregar bosta no sovaco. A tradição foi passando de pai para filho, o que explica porque os atuais franceses fedem tanto.

Na Inglaterra, a Revolução Industrial trouxe esperança renovada à população, que ansiava por ter uma fábrica de descargas para mandar a merda embora. Para a Escócia, por exemplo. Naquela época, o fog londrino era conhecido por pum, ou seja, uma perfeita mistura de névoa e mau cheiro.

Certa feita, o grande físico inglês Isaac Newton, em uma excursão científica aos arredores da cidade de Cambridge, recebeu o inconfundível alarme do intestino reto e parou para cagar na primeira moita que encontrou. Como não tinha com que se limpar, olhou ao redor e partiu rumo a uma frondosa bananeira com as folhas dando sopa. O problema era que Newton entendia de número e não de árvore. Aquilo era uma macieira, e de lá despencou uma maçã na cabeça dele. Resultado: com a bunda suja e um galo na testa, Newton analisou a gravidade do problema e enunciou sua famosa Lei da Cagação e Recagação: “No banheiro, a cada limpada corresponde uma olhada.” Outra lei enunciada por Newton foi: “A única diferença entre cagar e tomar na bunda é o sentido vetorial.”

Forma e conteúdo[editar]

O cagador é antes de tudo um artista, e como tal curte sua obra. Quem é que depois de largar aquele barro, não olha com orgulho para o tolete boiando na aguinha da latrina? Quem é que não fica com vontade de bradar aos quatro ventos: “Essa cagada é minha!”? Só lhe peço uma coisa: quando você abrir a porta do banheiro para bradar, escolha um vento que não passe por minha casa, tá bom?

O formato de uma cagada varia enormemente. A glória é conseguir jogar tudo para fora em uma única peça, o que depende da habilidade de sua bunda. Em estágios avançados de treinamento de cu, pode-se até fazer biquinho no final para a bosta ficar parecida com pasta de dente Cugate. A coloração da bosta depende obviamente daquilo que se comeu na véspera: os baianos, por exemplo, cagam amarelo por causa de tanto dendê (algumas baianas de acarajé inclusive recolhem o produto e refritam para pegar turista otário); os comedores de biscoito de chocolate cagam preto, e Pelé caga branco porque só come branca. Só na Etiópia é que não se caga, por lá também não se come.

Também a forma do cocô pode ser prevista. Quem enche a cara de cerveja, caga em estilo metralhadora: pá-rá-flá-flá-rá. É aquela cagada que faz salpicar a água da privada e molha a bunda do artista. Nesse tipo de cagada, normalmente tem-se a impressão de estar mijando pelo lado errado. É aquela cagada que dissolve o papel higiênico e mela o dedo de quem está se limpando.

O comportamento[editar]

Sem dúvida alguma, junto com “essa fila é para entrar ou para comprar?”, uma das perguntas que mais aflige a humanidade é “será que esse peido vai sair gasoso ou molhadinho?”. Da última vez, deu letra b, se lembra? Em plena entrevista para o emprego de seus sonhos… Você se lembra da última vez que você ficou apertado dentro do ônibus, e peidou feito um louco? Que teve que saltar e cagar dentro do McDonald's, e depois as vendas da casa reduziram-se à metade por causa da fedentina? Vai dizer que não se recorda de que o cobrador passou a tratá-lo como “o prega-frouxa do Posto 6” e “a bomba fétida do McDonald’s”?

O sujeito com vontade de cagar destaca-se na multidão por sua postura de Claudia Schiffer. É que se andar mais rápido ou flexionar as costas, acontece o abre-te sésamo anal e a merda desce em queda livre sapato adentro. Boa postura também pode ser notada em banheiros públicos. Quando você passar e vir uma pessoa com as calças arriadas e pés paralelos, pode apostar que ela está cagando. Agora, se as pernas estiverem levemente flexionadas para um lado, pode apostar que o cara tá é tocando punheta!

Em locais públicos o que mais acontece é faltar papel. Na hora de limpar o rabo, você só vê o rolinho de papelão. Papel que é bom, acabou com o cagão anterior. Aí você olha para as paredes e não vê nem um cartaz dando sopa. Você dá uma escapada até o box do lado, com as calças pelo joelho, andando como um pinguim, mas lá também não tem nada para você. A ideia que então vem à cabeça é fazer um furinho numa nota de um real, enfiar o dedo no cu e puxar de volta limpando na cédula. Quando você, animado, procura dinheiro, só acha moeda – afinal, esqueceu que as notas de R$ 1,00 já saíram de circulação. Sua próxima tática é sacrificar a cueca, dar aquela limpada gostosa, quase sexual, e jogar a danada na lata do lixo. Mas você saiu de casa depressa e não vestiu cueca... Você é cagão, mas não é burro, e parte para a última alternativa: fazer uma horinha na privada, escrevendo poemas de putaria na porta, até a merda secar no cu e você poder sair andando até a lanchonete mais próxima. Vá andando devagarinho e pela sombra, porque senão a bosta se liquefaz e o vexame é maior.

Comunicação e expressão[editar]

A linguagem está sempre evoluindo, ao contrário da posição de cagar. Num furo anal de reportagem, a Desciclopédia traz até você as últimas expressões para o verbo cagar que estão na boca de baixo do povo em todas as partes do planeta Merda: