Desentrevistas:José Serra

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José Serra todo animado com a entrevista

Nossa desentrevista de hoje é com o governador de São Paulo, José Serra, mundialmente reconhecido como o Homem Mais Preparado para Governar o Brasil. Nesta desentrevista, José Serra fala de sua infância longínqua no bairro da Móoca, em São Paulo, dos tempos de estudante, de sua carreira e dos seus planos para o futuro.

É verdade que o senhor já nasceu falando que ia ser Presidente da República?[editar]

Não, isso é uma brincadeira do Fernando Henrique, que ele fez uma vez lá em Paris. Eu nunca falei isso, na verdade. Dizem que a enfermeira olhou pra mim quando nasci e disse: com essa cabeçona, ou vai ser muito inteligente ou muito feio. Tomara que não tente ser presidente da república! Então resolvi que vou ser presidente só porque ela falou isso. Se eu tivesse o nome dela mandava demitir do hospital, mas a esta altura ela já deve estar aposentada...

Vamos falar de sua infância na Móoca. É verdade que o senhor foi campeão de amarelinha?[editar]

Muitas vezes! Sempre gostei de amarelinha. Vou até organizar uma campeonato mundial em São Paulo, que vai ser melhor que as Olimpíadas do Lula, essa coisa demodê.

Qual é a sua melhor lembrança da sua infância na Móoca?[editar]

Sem dúvida são meus amiguinhos. Tinha o Pepe, um espanholzinho que sempre fazia rolo comigo pra comprar doces. Lembrei muito dele quando fiz aquela lei que tira o imposto da Telefonica para vender um speedy meia-boca. Tinha o Reinaldinho Cabeção, que hoje é jornalista da Veja e sempre foi meu puxa-saco. Também lembro do Roberto, que fazia a lição de Educação Moral e Cívica para mim porque nunca gostei muito dessa disciplina. Sabe que acho que ajudo tanto o Roberto Freire, que preside um partidinho que eu tenho pra me ajudar no serviço sujo, porque ele tem o mesmo nome desse menino?

O senhor era um menino muito arteiro?[editar]

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A Desciclopédia possui um artigo sobre José Serra

Veja bem. Eu fazia as artes que toda criança faz. Às vezes brigava na rua, rabiscava uma parede, essas coisas de crianças. Às vezes a vizinhança reclamava. Faz pouco tempo eu soube que uma moça daquela época, que nunca gostou de mim, uma tal de Carmela, anda fazendo um blog falando que eu era um menino malvado. Mas isso é um trololó de petista, vai ver que ela virou uma velhota petista e ranzinza. Ela que se cuide, porque eu posso pedir para o Reinaldinho Cabeção contar um monte de podres que a gente sabe dela. Nós cansamos de subir no muro para ver o que ela fazia atrás da sacristia da Igreja São Rafael, depois da missa de domingo. O Reinaldinho é capaz de descrever tudo nos mínimos detalhes e até lembrar uns nomes...

Recentemente circulou um boato que o senhor tinha um irmão gêmeo que o senhor guarda trancado no porão de casa. É verdade?[editar]

Isso é intriga da oposição. O Mr. Burns é americano e é mais velho que eu. Boris Karloff era alemão e morreu quando eu era criança...

Mudando de assunto: era bom ser presidente da UNE?[editar]

Se era! Eu adorava! A pior parte do golpe de 64 foi isso, eu ter de fugir e largar aquela farra. Você sabe, naquela época os costumes eram outros, certas coisas não se conseguia antes do casamento. Como presidente da UNE, eu era o fodão da estudantada. Sempre sobrava alguma. E, como ainda não tinha o PT nem o PCdoB, as meninas no movimento estudantil eram mais bonitas e elegantes... Lembro que tinha uma moça que morava na Lapa que eu adorava fazer uma revisão ideológica com ela... Aliás, a Lapa sempre foi um bairro de que gostei muito em São Paulo.

E como foi viver no exílio? Foram anos difíceis?[editar]

Para Serra dar essa entrevista, tivemos que chamar nossa melhor repórter. Veja como ele está empolgado com a entrevista!

Claro que não: todo mundo paparicava a gente. Nem precisava estudar pra ser economista. E tinha o Fernando Henrique, sempre tão culto e chique, nos ensinando a ler Marx e a beber vinho francês... E o Sérgio Motta, sempre ali pra quebrar o galho da gente. Grande cara, o Sergião, pena que se foi. Nestes dias lembrei bastante dele, quando quebrei o galho dos amigos deles da Telefonica e dei uma isençãozinha de impostos pra eles. Foi uma homenagem para o Sérgio, que adorava ajudar empresários do ramo.

É verdade que o senhor entrou pobre e saiu rico da Secretaria da Fazenda de São Paulo no governo Montoro, como acusou o ministro do STM, Flávio Bierrembach, que na época era seu correligionário no PMDB? Ele tentou provar que estava falando a verdade na justiça e o senhor não permitiu...[editar]

Isso é trololó de petista! Se você for fazer esse tipo de pergunta eu mando demitir você!

Qual é sua opinião sobre o prefeito de São Paulo que lhe sucedeu, o Kassab?[editar]

O Kassab é um bom moço. Tem lá as coisas dele, uns hábitos estranhos, mas, fazer o quê? Não posso exigir dos outros as qualidades que eu tenho.

Governador, o que o senhor pensa do seu antecessor, Geraldo Alckimin?[editar]

Geraldo Alckimin é um grande correligionário. Fez o favor de disputar a eleição com o Lula, para eu não perder de novo. Dei até uma secretaria como prêmio de consolação pra ele. Agora, eu acho ele carola demais. Aquela cara de menino bonzinho, não pega ninguém, só fica na comida caseira, aquelas camisas engomadinhas... Nunca faz uma maldade em público... E o Chalita? Como ele pode gostar de um cara desses? Olha a diferença do nível do meu secretário de educação: ele tinha o Chalita, eu tenho o Paulo Renato, que já mudou a geografia, mudou o Uruguai de lugar no mapa distribuído às criancinhas. É um homem de visão.

O que o senhor acha do Tasso Jereissati?[editar]

Tassinho?, grande homem, mudou a hítória do Ceará. Pois fim ao ciclo dos "coronéis" e implantou o circo dos tucanos, grande governador. Ótimo senador sempre querendo fuder o Lula e o PT a todo custo. E os olhos dele são bonitos.

E do presidente FHC?[editar]

Fernando Henrique é meu tudo: meu líder, meu guru, meu ioiô, minha iaiá, luz, estrela e luar. Ops! Estrela não pode. Mas é meu sol! É até mais bonito que eu, sempre pegou mais mulher que todo mundo no partido. Por isso que o Itamar chamou ele pra ser ministro e candidato...

Governador, por que o senhor assinou o manifesto de apoio à governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius?[editar]

Muita gente faz acusações pesadas contra ela, mas a governadora Yeda é uma injustiçada. O que tem de assim tão grave em juntar um dinheirinho para o futuro, ou reformar a própria casa com o governo do Estado pagando, já que é a governadora? Ela é uma mulher de bom gosto, que o diga o Fernando Henrique, que a conhece profundamente. O Fernando Henrique, aliás, diz que a Yeda sou eu de saias: governadora, tucana, paulista, economista competente como eu. Ela está dando um banho de civilização na gauchada, que sempre foi meio tosca, aquela coisa bruta de gaúcho macho do Pedro Simon e do Brizola... Yeda é uma mulher fina, vá ver a decoração que ela fez na casa dela, os lençóis de seda que comprou por 3 mil cada... Dizem que ela comprou esses lençóis depois que viu os do Fernando Henrique. Agora, porque a governadora Yeda tem bom gosto e sabe se portar, a chamam de cleptogovernadora, cleptotucana. Isso é mais um dos trololós dos petistas gaúchos, além de ser um desrespeito com um probleminha psicológico que ela tem. Isso é doença, coitada.

Qual é a sua maior realização como governador?[editar]

Todas. Gosto muito de tudo o que fiz. Eu trouxe a Olimpíada e a Copa do Mundo para o Brasil, abaixei o imposto dos iates de luxo, dei isenção de imposto para a Telefônica, proibi o cigarro e o álcool nas estradas, fiz várias obras no nordeste, como a transposição do São Francisco e a transposição do Rio Tietê, o Rodo Anel, sou o responsável pelo crescimento da economia do Brasil, criei o metrô, fiz o ProUni, o Bolsa Família e o Fome Zero... Eu sou, de fato, o melhor presidente que este país já teve. Mas, se puder destacar uma coisa, digo que minha medida de maior impacto foi proibir a venda de banana em dúzia e obrigar os feirantes a vendê-la a quilo.

O senhor se julga o mais preparado para governar o Brasil?[editar]

Eu sou um homem modesto, de família humilde. Jamais diria uma coisa dessas. Quem diz são uns amigos jornalistas que eu mando dizer. Na verdade, não sou o mais preparado, sou o único preparado.

E quanto a campanha contra o fumo. O senhor acha que pode combater o cigarro?[editar]

Como ministro da saúde que eu fui, estou apto a acabar de vez com esse vicio. Mas preciso consultar uma amiga minha, antes. Desde que possa fazer bastante propaganda na televisão, proíbo até a Lua Cheia...

Ao fim da desentrevista, Serra mostra à dona da casa que sabe usar a pistola.

Nota: O Desentrevistas agradece àquela moça do bairro da Lapa, em São Paulo, que nos ajudou a marcar a desentrevista e emprestou a casa, porque lá ele fica mais à vontade.